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20.7.15

Dica de Leitura: Fique Onde Está e Então Corra - John Boyne



Salut!
Fazia tempo que eu não trazia uma dica de leitura pra vocês e nos últimos dias decidi que deveria ler alguns livros ainda lacrados da minha estante. Pensei, pensei e pensei muito antes de pegar o escolhido, afinal, estava com vontade de ler todos. O escolhido da vez foi o lindo e emocionante livro "Fique Onde Está e Então Corra", do mesmo escritor de "O Menino do Pijama Listrado". Terminei-o em questão de horas!

Portanto... Me senti na obrigação de compartilhar as minhas impressões sobre o mesmo, pois ainda não consigo considerar o que escrevo como resenha. (Risos)



Sinopse:
Em meio às tragédias da Primeira Guerra Mundial, o amor é a única arma de um garoto para curar seu pai.
Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados, enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar.
Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa.




Com esse  consegui bater o meu recorde de tempo para terminar um livro - que era uma tarde inteira - para um pouco menos de 4 horas. E não foi porque a obra tem apenas 219 páginas, porque todos sabemos que o livro pode ter até 20 páginas, mas se ele possuir um enredo cansativo e sem criatividade, você é capaz de passar anos sem terminar. Portanto, essas poucas horas de leitura deve-se ao fato da incrível história que John Boyne conseguiu construir. Ainda não li "O Menino do Pijama Listrado", mas se ele for tão genial quanto nesse, tenho certeza que ele estará na minha lista de favoritos de todos os tempos.

Assim como acontecera com o livro "Extraordinário" e "Claros Sinais de Loucura", o personagem Alfie Summerfield me conquistou desde a primeira página, mostrando que já quando tinha apenas 5 anos era um menino ímpar, do tipo que eu adoraria sentar e conversar por horas, esclarecendo todas as dúvidas que lhe surgissem a mente. Também gostaria de ressaltar a relação maravilhosa que os pais do Alfie, Margie e Georgie Summerfield demonstram ter em todas os momentos que são lembrados antes que o pai dele embarque para a guerra... Ambos eram contra educar uma criança a base de palmadas, ele contava para a esposa tudo o que acontecera após um cansativo dia de trabalho e a importância que eles davam aos amigos, dando os melhores exemplos para o filho.




Creio que nenhum garoto se esqueceria do seu aniversário de 5 anos se essa data  fosse marcada pelo início da Primeira Guerra Mundial. Também foi início de uma mudança drástica na vida desse menininho, que desejava muito ajudar o seu pai a entregar o leite para a vizinhança. É tristemente engraçado ler que eles acreditavam mesmo que a guerra ia acabar antes do Natal e que por isso, tomado por um sentimento de ter um dever a cumprir, Georgie foi um dos primeiros a se alistar para ir pro front. Deixando a sua família e o amigo, que se recusara a participar do derramamento de sangue por ser contra a sua filosofia de vida.
Nos primeiros meses longe da família, as cartas que o pai do Alfie enviava dos campos de treinamento tinham um astral leve, cheias de histórias engraçadas envolvendo seus colegas de dormitório e coisas do gênero, mas tudo muda quando Georgie Summerfield é colocado de frente para a realidade da guerra que estava apenas começando... O clima das cartas mudam tanto, ao ponto de fazer a mãe de Alfie parar de lê-las para ele. Algo que não o impediu de encontrar o lugar onde ela as guardava, já que Margie conservava tudo que recebia do marido.

Aplaudo o John Boyne de pé por conta da fantástica forma em que abordou algo que sempre causou um misto de tristeza e fascinação em mim. Ele introduziu nesse livro o quanto um conflito, uma guerra pode afetar a cabeça de qualquer homem. E a última carta que o Georgie enviou antes de desaparecer, mostrou que ele não era o mesmo homem que havia dito que voltaria antes do Natal.
"...Disseram que ia acabar antes do Natal. Só não disseram qual Natal..."

Sem ter notícias do pai - acreditando de verdade que sua mãe estava escondendo a morte do mesmo para poupá-lo do sofrimento - e escutando muitas vezes que estavam perigosamente perto da miséria, ele passou a ter mais responsabilidade na casa, já que Margie passava a maior parte tempo trabalhando. Até que um dia ele decidira que deveria fazer a sua parte, então passou a engraxar sapatos na estação de trem após pegar emprestado a caixa de engraxar do pai da melhor amiga - que também foram vítimas nessa guerra, apesar de não estarem no front
Foi a partir do momento em que Alfie passou a trabalhar às escondidas da mãe, que o destino resolveu lhe ajudar e dar uma pista sobre o lugar onde o pai estava... E ele estava muito perto!

A coragem desse menino de 9 anos me deixou sem fôlego, arrancando muitas lágrimas diante da determinação e o amor que ele reuniu para ir busca da pai para trazê-lo pra casa. 

Sabe aquele momento em que você já espera por uma despedida triste, do tipo que quebra seu coração no final de um livro? É assim que me senti e confesso que já esperava por mais lágrimas, porém algo extremamente extraordinário acontece no momento e na hora certa. Transformando o momento em algo que você, espectador da história, terá os olhos marejados toda a vez em que lembrar dele. Isso está acontecendo comigo neste exato instante! Sério! (Risos)




Resumindo todas essas informações acima... Eu recomendo que todo jovem, adulto e até crianças leiam esse livro, pois ele conta de forma leve a história de um menino que correu tantos riscos, trabalhou tanto e enfrentou tantas outras coisas para encontrar seu pai por um simples e intenso sentimento chamado AMOR. 

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Só sei que sinto muito amor por esse livro!
#ThanksJohnBoyne (Risos)

Espero que tenham curtido! Até mais! :)

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