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11.4.16

Band Of Brothers

Hi everyone!
Em 2013, quando ainda era apenas uma menina tentando me encontrar no mundo do blog e expor exatamente o que eu pensava sobre determinado assunto, fiz um post sobre uma série muito especial, que até então não sabia que se tornaria a da minha vida. Dividi uma visão pequena, sem grande pesquisa ou detalhes... Uma opinião muito crua sobre Band Of Brothers, a minissérie mais foda do universo da Segunda Guerra Mundial.

Depois de quase três anos, agora com uma escrita mais “madura” e pronta para expressar corretamente todos os motivos que a tornaram meu vício, resolvi fazer um post digno para ela. É o mínimo que eu posso fazer em homenagem a uma minissérie que conta a história de homens extraordinariamente corajosos.

Currahee!

Foto por @NandaVieira08


Sinopse:
Uma das minisséries de maior sucesso da HBO, Band of Brothers coloca o telespectador dentro do universo da Segunda Guerra Mundial, enquanto mostra de perto a saga da lendária Companhia Easy, formada por soldados que se distinguem pela coragem, sacrifício, camaradagem e heroísmo na defesa de seus ideais. Em dez episódios, acompanhamos desde o treinamento pesado dos militares, que começa em 1942, a sua chegada de paraquedas na França no Dia-D, em 1944, as suas ofensivas sempre na linha de frente do batalhão, até a tomada, em 1945, do refúgio de Hitler. Ao início de cada episódio, há o depoimento de veteranos da Companhia Easy, cujas experiências estão traduzidas neste drama, que mostra os momentos mais importantes vividos por cada um soldados. Além disso, grandes nomes produzem a minissérie, garantindo sua qualidade: Tom Hanks e Steven Spielberg, ambos em seu primeiro trabalho para a televisão.




Diferente de todas as resenhas (considero mais como impressões!) que já preparei para o blog, dessa vez não impedirei que os meus dedos sejam descuidados, não impedirei que eles mencionem algum detalhe que normalmente deixaria de fora. Estão avisados, ok? 


"Bem, Don, eu estava em casa em Tonawanda, então Hitler começou essa coisa toda. Então agora estou aqui."


Esqueça por um momento todos os filmes que recriaram o desembarque  das tropas americanas nas praias de Omaha e Utah, pois em 1942, em um campo de treinamento militar em Toccoa (Geórgia), voluntários estavam se preparando para saltar atrás das linhas inimigas. Cidadãos comuns que em sua maioria foram castigados pela Grande Depressão, seduzidos pela ideia de ir para a guerra com os melhores e os 100 dólares que receberiam mensalmente. Não se tratava de homens com ambições de fazer carreira no exército e ganhar uma porção de medalhas durante a guerra, eram civis como você e eu.

Eles passaram por um treinamento duro, levando cada um ao seu limite físico, mental e emocional, lutando contra a raiva de serem comandados pelo Capitão Herbert Sobel, um comandante rigoroso com seus homens e um péssimo líder em combate. Ao contrário do Tenente Richard Winters, alguém que os soldados confiavam de olhos fechados e que arriscaram seus próprios pescoços ao fazerem um motim contra o cargo de Winters por algumas semanas na cozinha.
Sem dúvida essa união e confiança ajudaram o Tenente a assumir a Companhia Easy no dia D, já que o avião do Primeiro-tenente Thomas Meehan – substituto do Sobel – fora abatido antes que pudesse saltar. Apesar das perdas e os alemães terem dificultado o salto dos pára-quedistas na Normandia, eles estavam confiantes em todo o treinamento que receberam, bem como em seu comandante, que tornou possível a destruição da bateria alemã direcionada para a praia de Utah. A praia onde milhares de soldados estavam tentando desembarcar. O ataque a bateria alemã ainda é usado como exemplo nos dias de hoje em West Point!


"A única esperança que você tem é aceitar o fato de que já está morto."


Esse ataque foi apenas a primeira operação que a Easy foi requisitada e está enganado quem pensa que sua fama se fez apenas de vitórias. Muito pelo contrário, a companhia fracassou em Market Garden, quase foi aniquilada em Bastogne e perdeu Moose Heyliger – substituto do Meehan – por causa de um sentinela nervoso. Eles venceram e perderam batalhas, perderam e fizeram grandes amigos, descobriram grandes líderes, tiveram problemas em lidar com a realidade do front.

Vocês devem estar se perguntando... O que torna essa história tão especial?
Não há patriotismo exagerado ou soldados perfeitos, onde ele diz o tempo inteiro que está orgulhoso por fazer isso pelo país. Em Band Of Brothers há homens comuns se tornando soldados, colegas se tornando irmãos, a guerra despertando o lado impiedoso de alguns e o lado vulnerável de outros, líderes bons e líderes ruins. É a história da companhia que encabeçou o avanço de Carentan, combateu na Holanda, controlou as cercanias de Bastogne, liderou a contra-ofensiva na Batalha das Ardenas e participou da campanha da Renânia, além de tomar o Ninho da Águia, a fortaleza de Hitler em Berchtesgaden.  Um bando de homens comuns que formaram uma das melhores companhias do mundo. Uma companhia de heróis.




Cenas como o primeiro campo de concentração encontrado e o Winters pedindo à patrulha que forjasse um relatório, pois, não deixaria que os caprichos do seu superior tirassem mais vidas, tirarão seu fôlego. Um tenente recém-chegado se oferecendo para ir no lugar de um colega que havia acabado de perder 5 amigos na última batalha, Winters tirando a munição do fuzil de um de seus homens para que os prisioneiros chegassem vivos ao QG, Lipton aumentando a moral de todos em meio a destruição e ao frio de congelar... Você aprende a amar, admirar e respeitar esses caras com muita facilidade.

Após assisti-la, tenho certeza que Richard Winters, Lewis Nixon, Buck Comptom, Joe Liebgott, Johnny Martin, Chuck Grant, George Luz, Donald Malarkey, Joe Toye, Ronald Speirs, Bill Guarnere, Bull Randleman, Babe Heffron, Hoobler, Carwood Lipton, Muck, Penkala, Perconte, Eugene Roe, Floyd Talbert, Webster, Shifty Powers e muitos outros serão pessoas que você adoraria passar uma tarde conversando sobre os velhos tempos.


A verdadeira Easy Company


É claro que a minissérie, apesar da história poderosa por si só, não seria considerada tão épica se não fosse pelos efeitos especiais, a produção fantástica, os diretores talentosíssimos, os depoimentos retirados de um documentário no início de cada episódio, a interação entre os atores e o desempenho fenomenal deles em interpretarem os papéis que lhe foram designados. A semelhança física foi um dos requisitos nos testes para o elenco. Tudo muito real, algo que somente encontramos em O Resgate do Soldado Ryan. Sem dúvida esse é o resultado do envolvimento de Steven Spielberg e Tom Hanks neste projeto.

Realmente foi uma surpresa ler o livro e perceber que conseguiram reproduzir tão bem as 388 páginas em apenas 10 episódios. O livro me serviu como uma extensão– já que havia assistido primeiro - de tudo o que eu já conheci pela minissérie, os detalhes de tudo o que acontecera antes, durante e após a Segunda Guerra. Portanto, se você é grande fã de livros envolvendo a Segunda Guerra e está interessado em saber mais sobre essa grande história, não hesite em adquirir um exemplar. Não irá se arrepender! 




Embora possam achar exagerado, confesso que estou muito emocionada em finalizar esse post. Logo que decidi escrever sobre a série, tive receio de não alcançar meu grande objetivo e fazer algo que não homenageasse a altura os homens da Companhia Easy. Não tenho certeza ainda se o fiz... Mas sei que coloquei todo o meu coração aqui e espero que vocês percebam isso, assim como se sintam instigados a assisti-la imediatamente.

Para fechar com chave de ouro, decidi compartilhar um vídeo com uma das inúmeras cenas que os fãs da minissérie adoram.



(Gif: fyeahtoccoamen.tumblr.com/ weheartit.com/ giphy.com  Fotos: brtd.net/absquad.net)

Deixo aqui todo o meu respeito e gratidão aos homens que lutaram nessa época sombria, aqueles que deram suas vidas e os que tiveram que lidar com as cicatrizes ao voltar para casa. Esta é apenas uma parte de um grande acontecimento, mas que é tão importante quanto às outras.
Quem dera ter a sorte de conhecer um desses homens!

Até a próxima e mais uma vez... CURRAHEE!


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