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2.6.17

Descobri que ainda Te Amo


Sabe de uma coisa? Admito, tá doendo. Dói demais cara. Sabe o que? Querer e não poder ter. Sentir e não poder falar. Querer tocar mas só me contentar com as lembranças.
Foda-se, vou falar mesmo, cansei de segurar esse turbilhão de sentimentos que eu guardei por anos. Guardei tão bem, tão escondidinho que nem eu achava mais. Mas adivinha? Quando achei o choque foi grande.

Como assim? Como um sentimento que eu pensei já ter superado vem pra me atormentar depois de tanto tempo? Chego a delirar com teu cheiro, tua voz, teu toque. Ao fechar os olhos só consigo ver teu sorriso. E ta apertando, cada vez mais. Nunca pensei que seria assim. Que o castigo seria te amar. Tolice minha pensar que eu conseguiria reprimir tudo isso. Que era só “virar a página”.

Não foi assim. Apenas me distrai por alguns instantes, e quando eu menos esperei estava lá, teu sorriso, teu cheiro, teu toque, o jeito que me fazia sorrir. Mas espera, abri os olhos, não era você, era só minha vontade de te ter.

Eu sei, tu mudou, eu também. Somos seres em constante evolução. Mas sabe o que não mudou? O amor. Esse não muda, continua ali, vivo, perseverante, e sempre me lembrando de tudo aquilo que tínhamos. De como parecia poético a forma como sempre encontrávamos o caminho de volta um para o outro. De como era só te ver que tudo se tornava irrelevante. Mágoas, erros. Nada disso importava mais. Só importava eu, você e o nosso amor.

Eu sei, eu errei feio. De um jeito que eu desejaria não ter errado. Mas nós somos feitos daquilo que fazemos. Talvez se eu não tivesse errado, não saberia a dimensão desse sentimento. Não, isso não torna meus erros menores, muito menos justificáveis, apenas me conforta.

Sim, é possível que eu nunca mais te tenha, e que aquela que tu chama de amor se torne definitiva em tua vida. E pelo visto ta se tornando, cada vez mais. A cada foto de vocês que aparece na minha timeline, um pouco de esperança que se vai. Um pouco de mim que eu perco. Acredite, eu já tentei. Tentativas fracassadas de reviver todos aqueles momentos que me deixavam sem chão.

Já tentei diversas vezes te odiar, arrancar esse sentimento de dentro de mim, mas tudo o que eu faço me leva a você, ao te querer. Quando será que vou conseguir me livrar disso? De todo esse sentimento que me consome? Quando será que vou conseguir ver uma foto de vocês sem pensar em nós? Sem me martirizar, sem deixar as lágrimas rolarem? Quando?

A cada dia que passa me sinto mais distante daquilo que eu sonho para nós. Mas então quando eu menos espero você vem, assim como você vai. Essa tua indecisão, essa tua incerteza acaba me matando por dentro. Me deixa sem chão. Não sei por quanto tempo consigo aguentar. Parece que por aqui não tem mais nada pra mim. Por mais que existam tantas outras coisas além de você, sem você nada basta.

A vontade de sumir já é maior que a de ficar. A vontade de jogar tudo pro alto se torna constante. Nunca fui muito de pensar, apenas fecho meus olhos e vou. Mas não sei o que ainda me prende. Se ela já te completa porque ainda me procura? Porque insiste em me deixar assim? Pura diversão? Não sei o que você quer, mas sei o que eu quero, sempre quis e sempre deixei claro o meu querer por você. Mas parece que hoje minha opinião não é mais relevante. Por favor, não me maltrate assim, se um dia tu me amou, tenha dó de mim, me ajude a desatar esse nó que insiste em resistir. Me ajude a tirar você de dentro de mim.

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