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8.3.18

Projeto Amor Próprio - com @helenamacri

Hey Guys, como estão? 
Como prometido, assim em cima da hora mesmo, eu fiz essa "programação especial" de liberar 2 posts para vocês todo destinado a mulheres poderosas  


E como não poderia ser diferente no dia de hoje, vamos de entrevista nova do projeto Amor Próprio. Confesso pra vocês que estou pulando de orgulho do sucesso que ta sendo o projeto, fico feliz e agradecida pelo envolvimento de todas as meninas! 

Lembrando que O projeto é uma forma de trazer um pouco mais sobre autoaceitação, gordofobia e emponderamento aqui para vocês e de um jeitinho todo especial, com histórias reais de pessoais reais. 

Nossa entrevistada de hoje é a maravilhosa Helena Macri (no instagram @helenamacri). Inclusive vou deixar aqui em baixo a foto que me fez conhecer o perfil dela! 

Significado de autoaceitação é a ação ou resultado de aceitar a própria forma de ser, a própria personalidade, os defeitos e qualidades. Somente uma pessoa que aceita a si mesmo é capaz de aceitar o outro como ele é.

Para acompanhar a outras entrevistas do projeto é só clicar abaixo: 

1 - Como começou o seu processo de aceitação em relação ao seu corpo? 

O início do meu processo de aceitação tem nome e sobrenome, Carolina Aidú, uma pessoa extremamente iluminada. Ela foi capaz de escutar todas as minhas inseguranças, todas as minhas incertezas e ainda transformar tudo em segurança. Por mais que eu acredite que a aceitação tem que partir de dentro, ter o apoio incondicional de alguém é maravilhoso. 

2 - Na sua infância você sofreu algum tipo de bullying por causa do seu peso? Que marcas isso deixou em você? 

O bullying ainda se faz presente, não somente na infância. Eu não posso reclamar da minha época na escola, eu dei a sorte de estudar em uma instituição maravilhosa e não passei por nada que realmente me marcasse, não lá. Porém como toda história tem dois lados, eu não posso dizer o mesmo sobre a Internet. Até pouco tempo atrás eu possuía um perfil virtual, chamado Fake e lá as coisas foram brutais. Hoje eu vejo pessoas que tentaram fazer da minha vida um inferno preocupadas com esse tipo de preconceito, então sigo em paz, afinal de contas todos precisam de tempo para amadurecer. 

3 - Em relação a sua família, há/ou houve algum tipo de pressão para emagrecer? 

Sim, minha família, como qualquer outra família, está inserida na sociedade, então é algo natural. Era uma mescla de preocupação com a minha saúde com uma pressão estética, mas aos poucos eles vem entendendo que eu estou feliz e que eu me sinto maravilhosa do jeito que eu sou. 

4 - Você já passou por alguma situação que considera constrangedora por causa do seu peso? 

Sim, pessoas gordas que são universitárias vão entender o que eu digo. As cadeiras não são feitas para pessoas como nós, para bundas como as nossas, então eu acabo sempre ficando no caminho das pessoas, tendo que me espremer na cadeira para que elas consigam passar. E é horrível. 

5 - Já pensou ou tentou medidas extremas para perda de peso? (dietas malucas, remédios, cirurgia, excesso de exercícios...) Isso foi prejudicial a sua saúde? O que te levou a isso? 

Felizmente eu sempre tive muito bom senso com relação a isso, então nunca fui a favor de medidas extremas. Apesar de uns anos atrás ter me rendido a cirurgia bariátrica, porém após todas as consultas, eu vi o quanto seria devastador para mim. 

(a foto que me levou até a Helena)

6 - Quem mais te apoia neste processo de aceitação? 

Muitas pessoas me apoiaram e me apoiam no meu processo, mas eu preciso enaltecer duas pessoas maravilhosas que viveram todo o processo junto comigo. A Ana Clara, minha irmã do meio, que apesar de mais nova, tem sido a minha fortaleza, simplesmente a pessoa que me ajuda em tudo e em todas as minhas ideias loucas. E a minha melhor amiga, Carolina Aidú, que é o meu pedaço de paz na Terra. Se existe alguém que acredita mais em mim nesse mundo que ela, eu não conheço. 

7 - O que positividade corporal significa para você e como você pratica isso no seu dia-a-dia? 

Se enxergar de uma forma positiva é viver sem limites, é viver sem considerar a opinião alheia e isso é revigorante. Apesar de não ter perdido um kg sequer, eu perdi kgs de ressentimento e de negatividade. 

Todo o meu processo de aceitação está aberto, o fiz em todas as minhas redes sociais, para que pessoas que estejam passando pelo que eu passei entendam que existe sim uma luz no fim do túnel. 

8 - Quais os tipos mais frequentes de gordofobia que você encontra no seu cotidiano? 

Sempre notei a forma como as pessoas olham para as pessoas gordas em filas de fastfood, olhares julgadores de todos os cantos. Já escutei comentários, de pessoas próximas, coisas como: “Por isso que está desse tamanho” ou “Onde você quer parar desse jeito? Sozinha?” 

9 - O que as pessoas podem fazer para apoiar o movimento de aceitação corporal e mudar esses estereótipos e comportamentos enraizados? 

Concordo plenamente que existe sim local de fala e também representatividade, mas todas as pessoas com bons intenções são válidas em qualquer movimentação social, na verdade são vitais. O mundo não é feito apenas de minorias, então devemos agregar o maior número de pessoas. 

Então para todas as pessoas interessadas em colaborar, uma palavra amiga é sempre importante. Não julgar é essencial, porém o mais importante é entender que a aceitação não cabe as pessoas de fora, você apenas tem que respeitar. 

10 - Se você pudesse mudar uma coisa sobre como as pessoas gordas são vistas pela sociedade, o que seria? 

Eu mudaria a forma como as próprias pessoas gordas se enxergam. Não existe nada mais nocivo do que nutrir ódio ou falta de amor por si mesmo. É um caminho com um retorno árduo, porém extremamente libertador. 


11 - Há um debate na comunidade de positividade corporal sobre usar a palavra "gordo" para se descrever. Como você usa essa palavra? 

Eu não vejo problema algum com a palavra, mas sim com a conotação que está impregnada na mesma. 

Gordo (a) é apenas uma palavra, não é um adjetivo, não é uma característica e muito menos um fator diminutivo. Cada um se define da forma como achar melhor, mas sem NUNCA julgar o outro por pensar diferente. 

Eu uso a palavra com grande frequência e eu apoio a sua utilização, para que as pessoas entendam que não tem absolutamente nada de errado em ser gordo. 

12 - Qual conselho você daria para quem está começando este processo de aceitação? 

O principal passo para a aceitação é entender que ela não deve ser depositada no julgamento de terceiros, é algo que tem que partir de dentro de cada um de nós. Eu sempre aconselho as pessoas a conversarem, expor suas inseguranças o máximo que puder, falar sobre ajuda muito. E nunca esquecer que o processo é gradual, todos temos incertezas e receios. Um passo de cada vez, sempre.


Lembrando que projeto amor próprio tem como intuito mostrar para os leitores, não leitores e aqueles que caem de paraquedas aqui no Dreamy Fearless que não importa se você é GORDO, MAGRO, NEGRO, BRANCO, ASIÁTICO ou ETC, o que importa é o que você é por dentro, quem você é. 

SOMOS TODOS IGUAIS e a sociedade precisa aprender a 
conviver com isso! 
Vamos começar pela gente e levar essa lição adiante? Conto com vocês.

Eu agradeço de coração a Helena Macri por topar entrar neste projeto comigo, precisamos nos unir sim, pois só assim iremos mostrar para a sociedade que eles não podem mais nos derrubar.
Quem quiser acompanhar a Helena no Instagram é so Seguir AQUI 

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