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28.3.18

Projeto Amor Próprio - com @luplusize

Hey Guys, como estão?
Essa semana to bem na depre mais essa entrevista de hoje me animou, me fez ver que algumas vezes nossos problemas são tão pequenos que não merecem todo o nosso desespero, enfim... 

Essa é a ultima entrevista dessa fase (por enquanto) mais logo eu pretendo trazer novidades sobre o "Projeto Amor Próprio" aqui, quem sabe até abordando outros nichos de aceitação e etc...  

Lembrando que o projeto é uma forma de trazer um pouco mais sobre autoaceitação, gordofobia e emponderamento aqui para vocês e de um jeitinho todo especial, com histórias reais de pessoais reais. 

Nossa entrevistada de hoje é a tão maravilhosa, o tipo de pessoa que dá aquele orgulhinho de seguir e ter contato sabe? Ela é a Lú Santos (no instagram @luplusize)


1 - Como começou o seu processo de aceitação em relação ao seu corpo? 

Então, eu sempre estive um pouco acima do peso mas com 19 anos fui diagnosticada com Lúpus (uma doença autoimune que faz com que meus anticorpos me ataquem) e iniciei um tratamento com altas doses de corticóide o que me fez engordar 50 quilos em mais ou menos 3 meses. E além desse grande ganho de peso eu ainda comecei a ter queda de cabelo e em pouco tempo a minha cabeça estava cheia de falhas e acabei raspando para diminuir o sofrimento de ver o cabelo cair sem parar. Quando me vi sem cabelo e com o peso muito maior do que sempre tive precisei de um tempo para me adaptar mas logo notei que estava me privando de inúmeras coisas e que isso não era justo comigo mesma e foi quando percebi que a falta de cabelo e uns quilos a mais eram muito pouco para me impedir de ser totalmente feliz e livre. E desde então me prometi que a cada dia eu venceria uma barreira que eu mesma criei por causa do meu peso.

2 - Na sua infância você sofreu algum tipo de bullying por causa do seu peso? Que marcas isso deixou em você? 

Como eu disse eu sempre estive “acima do peso” mas quando pequena não enxergava problema nisso, eu me olhava no espelho e me achava linda kkkkk, mas comecei a ouvir das pessoas: “Você linda MAS precisava emagrecer”, “Você tem um rosto lindo MAS para ser ainda mais bonita deve fazer uma dieta”. E isso me confundia muito, pois eu me sentia bem, me achava linda mas as pessoas não concordavam totalmente comigo e foi aí que comecei a questionar e comparar minha beleza. E por isso eu sempre tinha o sentimento de que faltava algo para que eu pudesse de fato me sentir linda e aceita por todos.

3 - Em relação a sua família, há/ou houve algum tipo de pressão para emagrecer?

Sim, quando criança fui levada diversas vezes ao pediatra para que eu pudesse ser ajudada a perder peso, já me prometeram recompensas para fazer dieta e quase sempre faziam o possível para controlar minha alimentação. Mas sei que tudo isso foi feito na época foi com intuito de me ajudar. Pensando sempre que controlando o peso me tornariam mais saudável!

4 - Você já passou por alguma situação que considera constrangedora por causa do seu peso? 

Sim, algumas vezes! Já sofri com piadinhas na escola sobre o meu peso, comentários maldosos mas o que achei mais constrangedor foi um dia em que eu estava com minha avó dentro de um supermercado olhando um determinado produto em uma gôndula e uma mulher começou a gritar que eu era muito gorda e estava atrapalhando a passagem, que ela queria passar mas meu tamanho não deixava. Foi muito chato, nesse dia até chorei! Nessa época em questão eu ainda não me aceitava bem e ouvir tudo aquilo aos berros no supermercado não foi fácil.

5 - Já pensou ou tentou medidas extremas para perda de peso? (dietas malucas, remédios, cirurgia, excesso de exercícios...) Isso foi prejudicial a sua saúde? O que te levou a isso? 

Não!!! Graças a Deus não cheguei a esse extremo.


6 - Quem mais te apoia neste processo de aceitação? 

Me sinto muito amparada pelos meus pai em todas as situações sempre fazem de tudo para que eu me sinta bem, a minha irmã que sempre arrumava uma forma de ajudar quando eu estava arrasada por perder cabelo e sobrancelhas. E eu também citaria meu namorado que não se cansa de dizer que sou linda e que nos momentos difíceis fazia questão de repetir que o cabelo que perdi e o peso que ganhei jamais tirariam minha beleza e minha Tia Dani que sempre ajudou com palavras de força além de sempre se preocupar com minha aparência nos momentos críticos como internações, ela me maquiava mesmo no hospital, pois sabia que mesmo o simples fato de passar um batom podia melhorar o meu dia e me fazer sentir mais bonita apesar dos inchaços e falhas no cabelo.

7 - O que positividade corporal significa para você e como você pratica isso no seu dia-a-dia? 

Para mim positividade corporal é você se sentir bem se sente linda o tempo todo, e eu acho que o principal da positividade corporal que eu tento praticar no meu dia-a-dia é justamente encontrar algo positivo em mim quando não estou tão feliz. É decidir se cuidar, tirar um tempo pra você quando tudo parece ruim. É em algumas situações parar e olhar para dentro e se reorganizar. E nunca esquecer que somos lindos nas nossas diferenças e merecemos sim nos amar, ser felizes e completos!

8 - Quais os tipos mais frequentes de gordofobia que você encontra no seu cotidiano? 

O que mais vejo em relação a gordofobia são as piadinhas de mau gosto que infelizmente estão em toda parte e a associação dos gordos com doença, as pessoas precisam entender que nem todo gordo é doente como nem todo magro é saudável!

9 - O que as pessoas podem fazer para apoiar o movimento de aceitação corporal e mudas esses estereótipos e comportamentos enraizados?

Acredito que o principal é acabar com essa idealização de “corpo perfeito”, não exite um conceito para corpo ideal. Na minha visão todos os corpos são perfeitos e a beleza de cada um está exatamente na diferença, nas peculiaridades que os tornam únicos. Quando todos ou maioria conseguirem ver beleza no diferente quebraremos os esteriótipos.

10 - Se você pudesse mudar uma coisa sobre como as pessoas gordas são vistas pela sociedade, o que seria? 

Eu mudaria a visão de que ser gordo é defeito, gostaria que as pessoas conseguissem ver que é apenas uma característica como qualquer outra!


11 - Há um debate na comunidade de positividade corporal sobre usar a palavra "gordo" para se descrever. Como você usa essa palavra? 

A palavra gorda para mim é apenas umas das muitas características que tenho, e por isso não me incomodo, na minha opinião precisamos desmistificar o uso dessa palavra.

12 - Qual conselho você daria para quem está começando este processo de aceitação? 

Como você mesmo disse é um processo, e todo processo tem várias etapas, comece aos pouco sem se cobrar demais. Experimente fazer algo da qual você até então se privava de fazer por seu peso, verá que é libertador. Coloque uma blusa sem manga e se olhe no espelho sem julgar seus braços, tente se ver no espelho com roupa de banho, vá ao clube ou a praia e dessa vez entre na água. Aos poucos você vai quebrar cada uma das barreiras que construiu, mas não se descuide, não se deixe para depois, tenha tempo para você. E em hipótese nenhuma esqueça que você merece muito ser feliz e que seu peso não é um motivo para que você seja infeliz e incompleto!



Lembrando que projeto amor próprio tem como intuito mostrar para os leitores, não leitores e aqueles que caem de paraquedas aqui no Dreamy Fearless que não importa se você é GORDO, MAGRO, NEGRO, BRANCO, ASIÁTICO ou ETC, o que importa é o que você é por dentro, quem você é. 

SOMOS TODOS IGUAIS e a sociedade precisa aprender a 
conviver com isso! 
Vamos começar pela gente e levar essa lição adiante? Conto com vocês.

Eu agradeço de coração a Lú por topar entrar neste projeto comigo, precisamos nos unir sim, pois só assim iremos mostrar para a sociedade que eles não podem mais nos derrubar.
Lú você é maravilhosa, guerreira, e um orgulho pra quem te segue!

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