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20.4.18

Sociedade dos Poetas Mortos

Oi, oi, oi, como vai você?
(leia cantando: “como vai você? Eu preciso saber da sua vida, peço alguém pra me contar, sobre o seu dia...♫♪”, parey, vou tomar meu remédio ali e já volto).
Então, hoje quero fazer uma resenha do meu filme favorito, se você já assistiu, compartilha comigo o que você acha, se não assistiu leia o texto e veja se você se interessa.

Vamos falar sobre “Sociedade dos Poetas Mortos” (Dead Poets Society, 1989).


Declaro aberta a sessão da Sociedade dos Poetas Mortos.
“Fui para os bosques viver de livre vontade,
Para sugar todo o tutano da vida…”
“Para aniquilar tudo o que não era vida,
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!”
Mensagem de abertura de Henry David Thoreau.

Primeiramente confere o trailer, se você ainda não viu o filme: (é legendado, pq sim...)

O filme é repleto de poesia e referências, que aposto que seriam aprovadas pelo Capitão América, e acredito que ele iria entender algumas. Rsrsrs


Bom, eu não lembro quando vi o filme pela primeira vez, mas já o revi algumas vezes depois disso. 
Eu sou formada em letras, logo sou professora, mesmo não exercendo a profissão atualmente, sou completamente apaixonada por literatura, essa é a razão pela qual fiz o curso, e pela qual eu quero / sonho / gostaria / desejo fazer mestrado / doutorado / pós doutorado e mais um pouco… 
Mas além de literatura adoro filmes, música e séries. 

Aí você se pergunta “tá e daí? Pra que enrolar tanto moça?”

Bom, por que tem o filme é maravilhosamente lindo, eu amo de paixão, sério, já vi umas 517 vezes, ele une literatura, tem um professor foda, ele tem pressão social, problemas emocionais e mais um leque de coisas, além da trilha bacana. (teve muitos prêmios e indicações e foi aclamado pela crítica), ou seja, une vários amores meus em uma coisa de forma FODA!


Bom o filme conta a história de um grupo de garotos que estuda numa escola tradicional de elite e que tem padrões e pilares rígidos estabelecidos. Uma escola de garotos, que estudam para se tornar advogados, médicos, contadores, engenheiros, profissões que dão dinheiro e prestígio, que permitem consolidar e suster uma família, questões que eram muito mais sérias na época, eram jovens cujos pais determinavam o futuro, e a escola apoiava isso, fazendo deles modelos sistemáticos que seguem o sistema (ainda existem coisas assim). 
(Valores da escolha: Excelência, disciplina, honra e tradição)

Acontece que aparece um professor de literatura/línguas, um ex-aluno, John Keating (Robins Willians), que quer ir mais longe, quer ensinar seus alunos a pensarem e decidirem por si mesmo, a sonharem e perseguirem seus sonhos e desejos, a aproveitarem o dia, usando a expressão “Carpe Diem” do latim (eu tatuei isso no pulso, por causa do filme) 
(minha tattoo) 

e os fazendo sentir um desejo de ser mais, de ir mais longe, de viver a vida, não apenas existirem.
(Carpe Diem - latin - desfrute, aproveite o dia)

Bom, a direção da escola e os pais não aprovam esses métodos pouco ortodoxos do professor, nem a inspiração que ele se torna para os alunos. Os alunos ficam curiosos, pois ele difere de todos os professores que eles têm ou tiveram no decorrer da vida, então pesquisam sobre ele e acabam encontrando referências de quando ele era aluno, de que ele fez parte da “Sociedade dos Poetas Mortos”, um grupo de 7 estudantes, pergunta a ele do que se trata e resolvem reviver a sociedade, que basicamente é um grupo de jovens reunidos para ler poesia e fazer o que os grandes escritores faziam quando reunidos que seja isso, então inventam suas “regras”.

(Neil: Ó Capitão! Meu Capitão!
John: Cavalheiros)

“Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana e a raça humana está repleta de paixão. E medicina, advocacia, administração e engenharia, são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo. Mas a poesia, beleza, romance, amor... é para isso que vivemos.” (Citação de John Keating durante o filme).
(Mas a poesia, beleza, romance, amor... é para isso que vivemos.)

O filme é repleto de citações e trechos de literatura (amor puro), como Henry David Thoreau, Walt Whitman e Byron, e muitas e belas imagens metafóricas, mas ele fala e trata, espetacularmente, devo dizer, de assuntos como a pressão psicológica e problemas emotivos em jovens / adolescentes. 

Um dos personagens centrais da trama é Neil Perry (Robert Sean Leonard), que inspirado pelo professor, decide desafiar os pais, perseguir o desejo de virar ator, mas os pais não gostam da ideia, nem como hobby e o proíbem, toda a carga emocional, a interpretação de Robert Sean Leonard, são incríveis, ele se vê preso entre agradar os pais e agradar a si, a angústia é palpável, seus amigos, assim como ele, morrem de medo de desobedecer regras e desobedecer ordens, mas mesmo apavorado, ele persegue seus desejos, o final é trágico, e bem pesado (ainda choro com o fim do filme, sempre). 


E o professor acaba afastado da escola, não sem antes receber carinho e apoio dos alunos, Todd Anderson (Ethan Hawke), é o mais tímido do grupo, inspirado pela poesia de Walt Whitman, sobre o assassinato de Abraham Lincoln, “ó Capitão! Meu Capitão!” ele sobe na mesa, enquanto o professor Keating se retira e declama “ó Capitão! meu capitão!, aos poucos os colegas meio tímidos e receosos o acompanham e o professor, apesar de devastado com os acontecimentos e o afastamento, sorri, na certeza que fez a diferença na vida dos jovens, que chegarão ao final da vida, com menos arrependimentos e dores, do que antes.


Se você se interessou, garanto, que o filme vale duas horas da sua vida, caso você queira, pode ler as poesias citadas aqui.


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