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12.5.18

Brilho - Texto Original

Oi, oi, oi, como vai você? Espero que esteja bem, assim como eu estou!
Eu escrevo e hoje, resolvi trazer um dos meus textos, é um conto de terror, que eu tenho muito orgulho próprio por ter escrito. Espero que gostem, se gostarem ou não comentem e deixem suas opiniões.



Lagrimas pretas escorriam pela face, os olhos vermelhos, a respiração inconstante, os batimentos acelerados, os soluços irritantes, sempre odiei pessoas emotivas, ela não conseguia conter o desespero e isso começava a me deixar nervosa, tive vontade de estrangula-la, seria tão simples, minhas mãos em torno do seu pescoço e logo eu teria silencio, mas não o fiz, eu não poderia fazer, pois mais que essa fosse minha vontade. também, ela era só uma criança no corpo de mulher, quem diz que somos adultos aos 18, ou nos tornamos, esta completamente errado, pelo menos na maioria dos casos, a maioridade não significa maturidade.

Pelo menos ela a histeria tinha passado, ela já não gritava mais “não”, “por que você fez isso?”, “acorda Guto, fala comigo”, “não, não, não pode ser verdade, isso não esta acontecendo”, frases tão clichês, mas acho que deve ser difícil pensar em um momento como esse, quando se é alguem emotivo, eu queria entender o que se passa na mente das pessoas nessas horas, alias em todas as horas, as vezes, mas muito as vezes, eu invejo essas pessoas que sentem, eu nunca consegui sentir nada. 

Isso faz de mim uma psicopata, segundo os livros, pessoas apaticas, como eu, são psicopatas; aproveitei esse pensamento para me dar uma folga, fui até a janela e acendi um cigarro, deixei a garota histérica, tendo um ataque sozinha.

Observando a sala, parecia uma pintura, tão surreal, tão linda, a decoração era moderna e monótona, quase toda preto e branco, com o meu toque em vermelho, vermelho vivo, aliás, nem tão vivo assim agora, mas ainda assim, um vermelho lindo, intenso, dava a decoração um charme, um toque a mais, apesar que os corpo no chão, pálidos e chatos, combinavam com a decoração anterior, mas os olhos, eram lindos cor azul céu, não tinham o brilho de alguns minutos atrás, brilho que só existe em uma fração de segundo, um momento especial, um brilho capaz de cegar, seduzir, sim, eu sou apaixonada por esse brilho, esse é o meu negócio, ver, sentir, capturar esse brilho.

Sei que nenhum brilho irá se comparar ao dela, ainda lembro tão vivamente, aqueles olhos quase violetas, eram sempre alegres, tínhamos sete anos, brincávamos na casa dela, ignorando os gritos vindos da sala, então ouvimos o primeiro disparo, ela correu pra mãe, eu corri pra ela, eu quis tanto protege-la, eu a abracei forte e a protegi, mas não adiantou, mais 4 disparos, eu senti minha pele rasgando, eu vi as lagrimas escorrendo em seus olhos, eu soube que ela sentiu aquela dor também, suas pupilas dilatadas, muda de pavor, de dor, e eu não sabia o que fazer, então veio aquele brilho, e eu fiquei imóvel, enfeitiçada, nada era tão lindo quanto aquele brilho, então os olhos se fecharam, eu não suportei o peso e fomos as duas pro chão, senti o ódio ardendo em mim, nem os tiros doeram tanto quanto ver o brilho deixar aqueles olhos purpura.

Naquele dia eu nasci realmente, em meio ao sangue, lembro que levantei calmamente, peguei a faca de carnes na cozinha, ele estava no sofá, a tia deitada no chão, ele chorava, ele me olhou, primeiro como se tivesse arrependido, preocupado, então viu a faca e se assustou, eu lhe cortei a garganta, e depois esfaqueei novamente, por que eu o odiava, ele tinha tirado ela de mim, a policia me achou no meio no meio de uma poça de sangue, eu me sentei, e botei a cabeça dela no meu colo, era tão errado aqueles cabelos loiros, de cachos perfeitos estarem sujos de vermelho, eu não quis, mas me levaram dali, voltei pra casa, cresci, tentei de tudo, mas nada substituía o brilho daquele olhar, agora venho tentando reproduzir o momento perfeito.

Alguns chegam perto, mas nada se compara.

Volto ao mundo real, a vadia ainda está gritando histérica, e eu já perdi toda paciência, me aproximo dela, ela esta ajoelhada no chão, entre o corpo do namorado e o da irmã, tem longos cabelos cor de fogo, a pele clara, seguro seus cabelos, os olhos são num tom de verde acinzentado, tão lindos, as pupilas dilatadas, eu senti algo por um momento, como não entendo de sentimentos, não sei dizer o que era, mas eu senti, ela se calou, sabia que se juntaria a eles, ela sorriu por um instante, talvez estivesse grata, por se juntar a eles, dizem que a dor, as vezes é maior do que podemos suportar, eu iria tira-la da dor, e ela me agradeceu silenciosamente.

Eu sorri, com a lamina suja do meu bisturi cortei sua garganta, e mais uma vez o vermelho viva pintava a decoração, eu estava paralisada em seus olhos, então vi novamente o brilho, aquele brilho único, que só existe nesse momento, voltei a ter sete anos, e senti de novo aquela sensação, era esse o brilho que eu procurava. eu sorri, agora poderia ir pra casa e descansar em paz, a policia limparia minha bagunça.


Espero que tenham gostado, eu normalmente posto sob um pseudônimo, quiser ver mais so clivar aqui e conhecer a Isabbel Such, até a próxima. Beijos de luz e até.


Não se esqueçam de participar do nosso sorteio de dia das mães, o resultado sai ainda essa semana, dia 13/05.


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