30.9.14

Indicação de Filme: O Fabulo destino de Amélie Polain



Oi meus amores, tudo bem?
Ontem não consegui postar a receitinha, então me desculpem mesmo! 
Meu domingo anoite foi muito atribulado, o abençoado do meu sobrinho pulou em cima de uma mesa de vidro e a quebrou, ganhei um susto muito grande e tive uma crise de nervos, é sou dessas quando fico preocupada... acabei indo parar no hospital, tomei uma bela injeção errada e meu braço ficou roxo e dolorido, e ainda por cima alem de não dormir a noite toda eu estou gripada, ou seja grande azar! 
Minha segunda-feira foi uma m* e não tive tempo nem para pensar, quem dirá para postar! Quando cheguei em casa só queria banho e cama, e foi o que fiz, e como não consigo dormir cedo, assisti o filme que vim aqui indicar... preciso dizer que amei? #risos
Fica ai e confere a indicação maravilhosa desta semana. 



Vivemos num mundo em que as pessoas estão cada vez mais individualistas. Sempre preocupadas com o futuro, com as contas a pagar, com o sucesso profissional e outras inúmeras preocupações do mundo moderno. E nesse caos egocêntrico parece até difícil acreditar que existam pessoas que dedicam alguma parte do seu tempo para ajudar o outro.

É o caso de
 Amélie Poulain (Audrey Tautou). Uma moça doce e ingênua que deixa o subúrbio onde morava com a família para viver sozinha no bairro parisiense de Montmartre, e passa a trabalhar como garçonete para se sustentar. Na nova casa, ao encontrar uma pequena caixa que contém algumas recordações de infância do antigo morador do seu apartamento, ela decide devolver ao dono. Empolgada e comovida com a felicidade que proporcionou, Amélie se emociona e decide dedicar a sua vida a ajudar pessoas através de pequenos gestos, mas que se tornam grandes ao olhar de quem precisa.
Porém, ao mesmo tempo em que passa a resolver os problemas dos outros, ela tenta tomar coragem para se declarar a um misterioso colecionador de fotografias (Mathieu Kassovitz), por quem desenvolveu uma paixão platônica.
Mas nem sempre o mundo foi cor de rosa para Amélie Poulain. Durante sua infância seus pais eram ausentes, instáveis emocionalmente e cheios de manias esquisitas. Seu pai, um ex-médico militar, cismou que ela tinha uma anomalia cardíaca que fazia seu coração se manter disparado, quando, na verdade, era apenas emoção da menina ao sentir o único gesto de carinho que o pai lhe dava, os exames clínicos mensais. Assim, a menina foi proibida de frequentar a escola e passou a ser alfabetizada em casa pela própria mãe que era professora. Amigos nunca fizeram parte de sua vida.

Dirigido por Jean-Pierre Jeunet (que além de outros filmes franceses, também já dirigiu o thriller americano “Alien – A Ressurreição”), o longa é um drama disfarçado de comédia e com vários toques irônicos sem a monotonia rotulada dos filmes franceses.
O humor já aparece logo no início do filme ao mostrar o que cada personagem gosta e não gosta. A mãe de Amélie, por exemplo, detesta as marcas de lençol deixadas em seu rosto quando acorda, mas adora encerar a casa com pantufas. Seu pai detesta calções de banho que grudam quando sai da água e adora arrancar pedaços de papéis de parede. Até mesmo a forma como sua mãe morre soa um pouco cômica.

Mas a transformação de Amélie também é muito bem explorada pelo diretor. Devido a sua infância difícil, a menina tinha tudo para ser uma revoltada com a vida ou uma criatura triste afogada na depressão. Mas, ao invés de gerar ódio ou tristeza, sua trajetória lhe transformou em uma mulher ingênua, de coração puro e que não tem vergonha de sonhar.



E é incrível a alegria e o prazer que ela tem em ajudar o próximo. Como na cena em que ela ajuda um senhor cego a atravessar a rua e vai contando para ele tudo o que acontece à sua volta durante o trajeto, todas as cenas comuns do cotidiano que a vida o impediu de enxergar. Ou também a divertida cena em que ela dá moedas para alguns mendigos e um deles se recusa a aceitar o dinheiro alegando que não trabalha aos domingos.

Não posso deixar de mencionar a belíssima trilha sonora composta inteiramente pelo músico francês Yann Tiersen. Suas composições misturam vários instrumentos, de acordeom a piano, e combinam perfeitamente com cada momento de Amélie. Suas boas ações, suas dúvidas, sua busca por um grande amor, seus sonhos. As encantadoras músicas fazem com que nos emocionemos junto com a personagem.

A fotografia e a direção de arte também merecem destaque. Tons pastéis e avermelhados são usados durante todo o filme e com detalhes bastante coloridos. Técnica pouco vista no cinema, a não ser nos filmes do diretor espanhol Pedro Almodóvar que também abusa de cores fortes e contrastantes. Os bonequinhos e objetos que ganham vida durante o longa também serviram muito bem para representar os sonhos e o mundo peculiar da personagem.

A atuação de Audrey Tautou também está impecável. Com suas expressões faciais, seu olhar arregalado e tímido e seu jeito de falar, ela nos faz realmente acreditar na pureza de Amélie. E se à primeira vista ela parece um pouco boba aos nossos olhos, ao longo do filme ela se torna um ser humano encantador.

Simples, transparente e engraçado. “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” fala das coisas simples da vida, dos sonhos de uma garota que nunca teve amigos, da busca do amor e do combate ao vazio da própria existência. Amélie é mais do que o estereótipo queridinho dos cults e pseudo-intelectuais. 
É uma fábula que lava a alma e que nos faz acreditar que a felicidade está no simples fato de gerar um sorriso.

...

Trailer:



Espero que gostem!
Vale muito a pena assistir e se apaixonar por esse filme.
Beijinhos :*


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