2.3.18

Igualdade não é privilégio!

Oi, oi, oi, como vai você?

Espero que esteja bem, e espero que goste do meu texto de hoje, eu vou aproveitar o gancho do projeto da Tainan Amorin, que fala de amor próprio e empoderamento (veja aqui, caso não tenha visto ainda essa entrevista maravilhosa), pra falar do poder feminino, empoderamento e mais um monte de coisa misturada. 
Porque eu vou misturar um monte de coisa? Porque tá tudo misturado e não dá pra separar, que nem eu gosto de fazer com todas as coisas e deixar tudo separadinho e bonitinho (sabe aqueles virginianos e tal? Tipo isso, mas eu sou ariana, com TOC).

(Nós podemos fazer isso!!!)

Você deve estar se perguntado “Tá, mas o que você vai misturar sua louca? “. Bom, eu vou misturar feminismo, história, religiões, patriarcado e matriarcado, literatura e poder socioeconômico. 
Respira que já vai fazer sentido. Eu acho...


Vamos dar uma de Jack Estripador e vamos por parte, ok?

Primeiro, eu estudei algumas dessas coisas para fazer o meu TCC, (meu TCC foi sobre Morgana Le Fay, a irmã bruxa do rei Arthur, da Excalibur, Avalon e Inglaterra), pra escrever isso, eu pesquisei sobre psicologia, influencias do masculino e feminino um no noutro, história, literatura, religiões e mais um caminhão de coisas, e aprendi umas coisas muito interessantes também.

Para começar, o cristianismo e algumas outras religiões patriarcais condenavam e consideravam diabólicas e bruxas todas as mulheres independentes e sábias, aquela tia que sabia fazer um chá para dor de barriga, dor de dente ou qualquer outra coisa, aquela mãe ou avó que ajudava a aliviar dores dos filhos e dos vizinhos, fazia compressas e pomadas ou cosias assim para curar feridas. A Europa era terra de muitas tribos e diferentes raças, com isso diferentes culturas e religiões e muitas dessas eram matriarcas ou igualitárias, só pra constar matriarcal não é sinônimo de superioridade, apesar de em alguns casos ser assim, mas em muitos outros significa apenas que a mulher era a chefe da família. Daí a mulher nessas tribos e culturas tinha poder, tanto quanto ou em alguns casos mais do que o homem.


Mas com o avanço do império romano esses povos, essas tribos, acabaram sendo dominadas, alguns traços de suas culturas incorporados aos deles, como modo de “pacificar” os sobreviventes, a grosso modo, os romanos invadiam, lutava, matavam e quando venciam diziam: “hey galera, se vocês pagarem impostos, se submeterem ao nosso império, nossa religião e cultura a gente deixa vocês comemorarem tal coisa”, assim, muitas das datas festivas que temos ainda hoje, não são necessariamente ou tradicionalmente cristãs (falo do cristianismo por ser a religião mais popular/aceita/conhecida em nosso país). Natal, páscoa e vários outros feriados tem influências pagãs, mas é obvio, que isso não é divulgado e estudado no cotidiano.

Bom, voltando a falar das mulheres, além delas serem chefes de família, só pra lembrar antes do DNA você sempre sabe quem é a mãe, afinal a mulher pariu a criança, mas o pai... (traições, incestos, estupros e etc não são novidades da nossa geração), enfim, elas eram as chefes, elas poderiam ser guerreiras, poderiam ser curandeiras, sábias, representantes religiosas, agricultoras, podiam ter posses, (durante muito tempo, na própria Inglaterra, que foi o que eu estudei mais a fundo então posso dizer com certeza, a mulher não tinha direito a herança, se o pai morria e não tinha filhos, a esposa e as filhas poderiam perder tudo pra um primo distante ou qualquer outro parente, outros países tem isso, ou mesmo valores menores de herança para as mulheres), já para algumas tribos e religiões, como celtas, vikings e outras, a mulher tinha direito a posses de terra, casa, filhos e até mesmo a pedir divórcio (mulheres celtas declaravam ter vergonha da barba do marido e assim, se separavam, fosse por poligamia ou qualquer outro motivo).

Porque eu falei de história e religião antiga? Pra mostrar para todas vocês, todos nós (homens, mulheres, trans, gays, lésbicas, andrógenos, ou qualquer outra definição que você se encaixe), que você é um ser completo e merece ter todos os direitos do mundo. 


A luta é árdua, o caminho é longo, muitas já morreram por nós, muitas vão morrer, ainda vai ter muita coisa pra acontecer, mas unidos somos mais fortes, se você quer seus direitos, o que custa brigar pelos mesmos direitos para os outros? Sejam negros, LGBTs, índios, crianças, idosos, ou o que for, somos todos seres humanos que merecemos amor, respeito e igualdade. Já tivemos igualdade e teremos novamente!

Com fé na Deusa e força na peruca, continuemos a lutar dia a dia!

Beijos de luz e até!!!

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