15.5.18

Projeto Amor Próprio - @marvinvocal

Hey Guys, como estão? 
Post na terça-feira, TEMOS!
Lembram do Projeto Amor Próprio que rolou vários posts aqui no blog? ele está de volta e com força total sim, porque esse assunto merece ser comentado!

Lembrando que o projeto é uma forma de trazer um pouco mais sobre autoaceitação, gordofobia e emponderamento aqui para vocês e de um jeitinho todo especial, com histórias reais de pessoais reais. 

Nosso entrevistado de hoje é a tão maravilhoso e é do mundo da música, babado né? 
Ele é a Marvin (no instagram @marvinvocal)

Significado de amor próprio :s.m. sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo.


1 - Como começou o seu processo de aceitação em relação ao seu corpo? 

Meu processo de aceitação começou, quando eu entendi que não precisava agradar ninguém, além de mim mesmo. Passamos uma vida inteira cheia de exemplos pejorativos de pessoas gordas, cheia de pressões sociais contra o diferente, contra quem tá fora do padrão e quando saquei o quão incrível, o quão ser diferente me fazia ser único, muita coisa sobre minhas percepções mudaram.

2 - Na sua infância você sofreu algum tipo de bullying por causa do seu peso? Que marcas isso deixou em você? 

Muito... Nossa. Essa fase da escola é a pior coisa para um garoto fora dos padrões. Você vira motivo de piada todo o tempo, é complicado, mas sobrevivi. Consegui aprender muito, principalmente a como me defender de gente ignorante e de mente pequena.

3 - Em relação a sua família, há/ou houve algum tipo de pressão para emagrecer? 

Sempre. Minha família tem histórico de hipertensos e diabéticos, inclusive meu pai morreu por complicações da diabetes. Então já imagina o que o gordinho aqui, sofreu na mão da família, neh? Era um tal de “você tem que emagrecer”, “você vai ficar lindo mais magro”, “você tem que cuidar da sua saúde, seu pai morreu de diabetes”, sendo que nunca vi a mesma “pressão” nos meus primos e irmãos que são ou foram magros. Pois bem, tenho 27 anos, nunca tive problemas com diabetes, nunca tive problemas de pressão arterial, ao contrario de muitos magros da minha família. Sou um gordo maravilhoso e saudável, aceitem! 

4 - Você já passou por alguma situação que considera constrangedora por causa do seu peso? 

Várias, dava pra escrever uma minissérie só com a quantidade de constrangimento. Mas acho que um dos maiores constrangimentos, que nós gordos passamos, é quando vamos comprar roupas. Os olhares, o desdém de alguns vendedores que se acham melhores porque são magros, sem contar marcas que fazem questão de serem excludentes e gordofóbicas num nível ridículo. Por isso fica aqui o apelo paras marcas: MELHOREM!

5 - Já pensou ou tentou medidas extremas para perda de peso? (dietas malucas, remédios, cirurgia, excesso de exercícios...) Isso foi prejudicial a sua saúde? O que te levou a isso? 

Sim. Já tive transtornos alimentares, dietas loucas, entre outros. Graças a Deus não fiz nada que prejudicasse minha saúde física, mas a mental estava totalmente afetada. E o que me levou a isso é justamente pressão social, aquele discurso horrível que vende todo gordo como, doente, feio, entre outros. Graças a Deus venci isso.

(Créditos de Imagem: Rhaysa Rodrigues)

6 - Quem mais te apoia neste processo de aceitação? 

Tenho ao meu lado alguém que me ama muito, além dos meus amigos e pessoas que admiram meu trabalho. Que sempre me apoiam muito, devo muito a eles.

7 - O que positividade corporal significa para você e como você pratica isso no seu dia-a-dia? 

Significa mostrar para as pessoas, que é possível viver uma vida incrível e plena sendo fora dos padrões impostos pela sociedade. Essa é uma bandeira que levanto e carrego, todos os dias, de que você deve ser você e não algo que a sociedade impõe. Eu dentro das minhas músicas e nas minhas redes sociais, sempre trago esse apelo pelo respeito.

8 - Quais os tipos mais frequentes de gordofobia que você encontra no seu cotidiano? 

Moda excludente de algumas marcas famosas, pessoas e situações que fazem chacota com o corpo gordo. E não me calo diante de nenhuma delas.

9 - O que as pessoas podem fazer para apoiar o movimento de aceitação corporal e mudar esses estereótipos e comportamentos enraizados? 

Respeito ao diferente é primordial. O dia que as pessoas entenderem que deve se ter respeito ao diferente, muita coisa muda.

10 - Se você pudesse mudar uma coisa sobre como as pessoas gordas são vistas pela sociedade, o que seria? 

Esse discurso de que todo gordo é doente, desleixado, preguiçoso. Isso me incomoda muito.

(Créditos de Imagem: Rhaysa Rodrigues)

11 - Há um debate na comunidade de positividade corporal sobre usar a palavra "gordo" para se descrever. Como você usa essa palavra? 

Sou GORDO e com muito orgulho. GORDO(A) não é ofensa. Temos que quebrar isso e se apropriar cada vez mais do termo como algo positivo e não da forma negativa que a sociedade impõe.

12 - Qual conselho você daria para quem está começando este processo de aceitação? 

Acredite em você mesmo. Não ache que o fato de ser gordo(a) te limita. Eu sei que não é fácil, eu vivi e vivo isso diariamente, mas está nas nossas mãos mostrar para essa sociedade, quadrada e que não respeita o diferente, o nosso poder. Seja você, resista e se precisar de apoio estou aqui. 

(Créditos de Imagem: Rhaysa Rodrigues)


Lembrando que projeto amor próprio tem como intuito mostrar para os leitores, não leitores e aqueles que caem de paraquedas aqui no Dreamy Fearless que não importa se você é GORDO, MAGRO, NEGRO, BRANCO, ASIÁTICO ou ETC, o que importa é o que você é por dentro, quem você é. 

SOMOS TODOS IGUAIS e a sociedade precisa aprender a 
conviver com isso! 
Vamos começar pela gente e levar essa lição adiante? Conto com vocês.

Eu agradeço de coração ao Marvin por topar entrar neste projeto comigo, precisamos nos unir sim, pois só assim iremos mostrar para a sociedade que eles não podem mais nos derrubar.
Marvin você é maravilhoso, guerreiro, e um orgulho pra quem te segue!

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Créditos de Imagem: Rhaysa Rodrigues (INSTAGRAM

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