10.9.18

Projeto Amor Próprio - com @bbarbaralee

Hey Guys, como estão? 
Pensaram que não ia ter mais projeto amor próprio por aqui? pois pensaram errado, ainda quero levar esse projeto longe com a ajuda dessas lindezas e de todos vocês 

Lembrando que o projeto é uma forma de trazer um pouco mais sobre autoaceitação, gordofobia e emponderamento aqui para vocês e de um jeitinho todo especial, com histórias reais de pessoais reais. 

Nossa entrevistada de hoje é maravilhosa, arrasada no feed do Instagram, o que me conquistou de cara além do seu amor próprio que transborda. Ela é a Barbára Lee (no instagram @bbarbaralee) 

Significado de amor próprio :s.m. sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo.



1 - Como começou o seu processo de aceitação em relação ao seu corpo? 

É difícil falar um start; mas partiu do processo de resistir a ataques. Eu fui me percebendo mais empoderada com relação ao meu corpo, e ao modo como eu me via.. conhecer outras pessoas visualmente semelhantes me ajudaram muito, parecia que eu ganhava voz junto, sabe? Sem ver e comparar minha pessoa com o padrão inatingível, quando normalizei meu pensamento com relação ao meu corpo e ao corpo gordo num geral, eu passei a me notar de uma forma normal também. 

2 - Na sua infância você sofreu algum tipo de bullying por causa do seu peso? Que marcas isso deixou em você? 

Qual gordo nunca sofreu né? São incontáveis as formas, mas a sensação de você ser diminuído é terrível... E eu deixei de fazer coisas por isso, eu me auto machucava escrevendo todas as coisas que eu já ouvi como uma "motivação" pra mudar... E hoje eu percebo como isso me feriu, e como eu poderia ter vivido melhor sem essa parte da minha vida. 

3 - Em relação a sua família, há/ou houve algum tipo de pressão para emagrecer? 

Totalmente. Principalmente da minha mãe, até hoje... Uma preocupação talvez, com relação a eu ter sofrido tudo que eu sofri. 

4 - Você já passou por alguma situação que considera constrangedora por causa do seu peso? 

Eu sou profissional da saúde (odontologia), e essa profissão cresceu com relação a estética, perdi muita oportunidade de trabalho por não me encaixar nos padrões da clínica. Em uma entrevista especificamente estávamos todas em uma sala e o dentista me mandou sair alegando exatamente isso na frente de todas as meninas. 

5 - Já pensou ou tentou medidas extremas para perda de peso? (dietas malucas, remédios, cirurgia, excesso de exercícios...) Isso foi prejudicial a sua saúde? O que te levou a isso? 

Desde os meus 12/13 anos eu fiz dieta, e tomei muito remédio... O efeito sanfona me fez perder toda firmeza no corpo e me encheu de estrias... Além de eu contrair um problema hormonal que é quase irreversível.. e eu só descobri depois de parar com logo tudo isso, e achar uma médica que me via além do peso, e se dispôs a me tratar de forma profissional. 


6 - Quem mais te apoia neste processo de aceitação? 

Minhas duas irmãs, Priscilla e Graziella.. são minhas inspirações.

7 - O que positividade corporal significa para você e como você pratica isso no seu dia-a-dia? 

Significa amor... Eu aprendi que enaltecer corpos fora do padrão é extremamente importante pra SAÚDE de muita gente, dar esse amor, esse cuidado, ter empatia e passar essa mensagem é muito importante, e precisamos muito falar sobre isso. A forma que achei melhor praticar comigo mesma é com fotos , e com os outros é elogiar, e enaltecer cada corpo único, perceber meu próximo sem julgar, do jeitinho que deve ser. 

8 - Quais os tipos mais frequentes de gordofobia que você encontra no seu cotidiano? 

Se for pra fazer uma lista, isso vai ficar longo! Hahaha mas é muito comum ter um super nutricionista do lado a cada vez que falo sobre comer: "gordice não pode" "vou te passar uma dieta ótima" "mas você come isso? Vai ficar ainda mais gorda"
É comum a moça dá loja vender um tamanho GG que na verdade é um M e dizer na maior arrogância "acho que não te serve" "não tem nada aqui na loja pro seu tamanho" "nossa mas seu tamanho é difícil". 
Ou as machistas: "mulher gorda é muito gasto, só come" "muito grande pra mim, não dá" "acho que vc ainda está solteira porquê tá gordinha" tenso, viu? 

9 - O que as pessoas podem fazer para apoiar o movimento de aceitação corporal e mudas esses estereótipos e comportamentos enraizados? 

Perceber o próximo com carinho, e normalizar os corpos, gente... Eu sempre falo isso... É muito ruim a gente seguir esse padrão onde todo mundo é igual... Eu acho que cada um tem sua beleza e todo mundo deveria enaltecer essa beleza diferente. Porque tudo bem querer mudar, desde que isso não faça as pessoas sofrerem, é isso acontece demais.. e não só com pessoas gordas, com as magras também, porque não conseguem a bunda Kim Kardashian por exemplo. A gente tem que aprender a acolher essa ideia, e propagar sabe? ao invés de compartilhar uma dieta, compartilha uma mensagem de empoderamento. 

10 - Se você pudesse mudar uma coisa sobre como as pessoas gordas são vistas pela sociedade, o que seria? 

Que todo gordo é doente, ou come demais.. isso é muito errado, em níveis extremos. 


11 - Há um debate na comunidade de positividade corporal sobre usar a palavra "gordo" para se descrever. Como você usa essa palavra? 

Uso gordo mesmo, aprendi a desconstruir isso pra mim. Mas tomo cuidado pra falar com outras pessoas. Porque a palavra "gordo" é vista de forma pejorativa, e a pessoa já escutou tanto que pode encarar de uma forma ruim. 

12 - Qual conselho você daria para quem está começando este processo de aceitação? 

Primeiramente, vai ficar tudo bem, e que tudo ser exatamente do jeito que é... Não é um processos mágico (como muita gente canta por aí) mas vai acontecer sim. Seu corpo é perfeitamente normal, se perceba, se olha com calma, sorri pra você mesma, e enaltece cada pedaço do teu corpo - que é lindo - do jeito que tem que ser!


Como eu disse no ultimo post e em todos os outros eu continuo firme com esse projeto porque ouvir todas essas histórias reais me inspira em querer inspirar vocês a fazer deste mundo um mundo melhor. 

Lembrando que projeto amor próprio tem como intuito mostrar para os leitores, não leitores e aqueles que caem de paraquedas aqui no Dreamy Fearless que não importa se você é GORDO, MAGRO, NEGRO, BRANCO, ASIÁTICO ou ETC, o que importa é o que você é por dentro, quem você é. 

SOMOS TODOS IGUAIS e a sociedade precisa aprender a 
conviver com isso! 
Vamos começar pela gente e levar essa lição adiante? Conto com vocês.

Eu agradeço de coração ao Bárbara por topar entrar neste projeto comigo, precisamos nos unir sim, pois só assim iremos mostrar para a sociedade que eles não podem mais nos derrubar.
Você é maravilhosa demais e cada vez que vejo teu perfil no instagram me inspiro a ser um pouquinho mais como você!

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