29.11.18

Os homens que não amavam as mulheres

                Como a estreia do novo filme da série de livros Millenium foi agora em novembro, sob o título de A Garota na Teia da Aranha, decidi fazer uma sequência de postagens sobre a série de filmes, que conseguem abordar temas interessantes e relevantes.
        Há duas versões para Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, sendo a sueca é de 2009, e conta com a atriz Noomi Rapace como Lisbeth. Essa atriz fez filmes como Prometheus e Onde Está Segunda?.


        A segunda versão é americana e de 2001, conta com atores como Rooney Mara (Lisbeth), famosa por filmes como  Carol e Lion: Uma Jornada para casa, e Daniel Craig (Mikael Bomkvist), interpretou 007 em vários filmes da série.


AVISO: OS FILMES TEM CENAS DE ESTUPRO


Sinopse:

Harriet Vanger desapareceu há 36 anos, sem deixar pistas, na ilha de Hedeby. O local é de propriedade quase exclusiva da família Vanger, que o torna inacessível para a grande maioria das pessoas. A polícia jamais conseguiu descobrir o que aconteceu com a jovem, que tinha 16 anos na época do sumiço. Mesmo após tanto tempo, seu tio ainda está à procura de Harriet. Ele resolve contratar Mikael Bomkvist, um jornalista investigativo que trabalha na revista Millennium. Mikael não está em um bom momento, pois enfrenta um processo por calúnia e difamação. Ele aceita o trabalho, recebendo a ajuda de Lisbeth Salander, uma investigadora particular incontrolável e anti social. 


Análise:
       Se você como eu leu os livros, e gosta de filmes que seguem a linha dos livros de forma próxima, a versão americana é bastante fiel, expressando a figura da Lisbeth como introspectiva, frágil e passiva-agressiva. Sendo sincera, essa parte da fragilidade é algo que eu não consigo associar muito bem com a primeira imagem que fiz de Lisbeth quando li os livros e talvez, por isso, resulte no meu favoritismo pela versão sueca.

 Nunca lute com Lisbeth Salander. Sua atitude com o resto do mundo é essa: 
se alguém a ameaça com uma arma, ela vai pegar uma arma maior.

       Na versão sueca, mesmo que a fidelidade com a obra literária não seja mantida, aspectos como a introspectividade e fragilidade da personagem continua, assim como sua inteligência e perspicácia, O que muda, é que Lisbeth não se prende mais a ser passiva-agressiva.
      Outro ponto de divergência nos filmes além da aparência de Mikael (que se adequa muito mais a do filme sueco), é sua personalidade. Mas, o que o sueco agrada na fidelidade de sua descrição física, peca na personalidade, soando por muitas vezes passivo. Já, o americano é bastante proativo, e demonstra toda a determinação que levou Mikael, a receber o apelido se Super Bomkvist.

Por que assistir?
      Lisbeth é uma mulher muito forte e inteligente, passou por vários traumas, teve de viver em lares adotivos que não a compreendiam, é julgada a todo momento por seu histórico psicológico, por sua aparência, por suas preferências afetivas, por ser mulher, etc. E, mesmo montanha russa, ela continua com seu senso de justiça e dever inabaláveis, e não consegue deixar barato para pessoas que exploram os outros. Ou seja, ela é um bom exemplo de anti-heroína.

Bônus:
A abertura do filme americano, que é super bonita e condizente com o filme.


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