13.12.18

Millennium: A Menina Que Brincava Com Fogo


O livro A Menina Que Brincava Com Fogo, conta apenas com a versão sueca, a qual foi lançada em 2009, e é sequência direta ao filme que já mencionamos aqui no blog, chamado Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, que falamos nesse post. Michael Nyqvist e Noomi Rapace fazem novamente parte do elenco como os protagonistas Lisbeth e Mikael. 

Esta adaptação é particularmente longa, contando com 2h 9m. 

SINOPSE: Um ano depois de ter realizado um bem-sucedido roubo milionário, Lisbeth Salander volta à Suécia e se estabelece novamente na capital Estocolmo. O jornalista Mikael Blomkvist continua como editor da revista Millenium e agora está auxiliando um colega, Dag Svensson, que escreve sobre tráfico sexual de jovens mulheres no país. A situação fica complicada quando Mikael vai à casa de Dag buscar umas fotos para a revista e encontra o jornalista e a namorada dele mortos. Na arma do crime, uma surpresa: as impressões digitais de Lisbeth estão por toda a parte. Mikael investiga o paradeiro de Lisbeth e busca contatos próximos a ela para localizar a moça. O passado de Lisbeth retorna para assombrá-la quando ela chega perto de quem armou contra ela. Baseado no segundo livro da Trilogia Millenium, de Stieg Larsson.

TRAILER:


ALERTA DE POSSÍVEIS SPOILERS 

ANÁLISE: Como dito no outro post, os problemas de adaptação se repetem, ou seja, se você leu os livros vai encontrar diferenças. Essas diferenças não me incomodam particularmente, pois raramente uma adaptação literária, ou de um anime, ou mangá, ou jogo, etc. vai ficar tão fiel quanto o original, afinal o autor do livro está tratando com a imaginação, e esta é ilimitada, e muita coisa que se usa em um livro tem de ser adaptado quando se adentra no universo cinematográfico. 


O ritmo do filme é diferente do anterior (por isso fiz questão de avisar sobre sua duração), o que não prejudica o valor da obra, mas é algo a ser considerado por quem vai assistir, já que as cenas de ação são menos comum do que o suspense que toma conta do longa.

O filme trata dessa busca implacável por Lisbeth, além de seu linchamento midiático, no qual exploram sua vida e a acusam de “ser louca” e prostituir-se. O bacana, se é que dá de ser bacana, é a crença inabalável de Mikael na inocência de Lisbeth. Ele não a julga, ou coloca em cheque em momento algum sua dignidade e honra, o que só demonstra a bela amizade existente entre os dois. 


Detalhe: Quase não há interação entre Mikael e Lisbeth nesse longa.

Além do mais, em determinado momento quando está defendendo Lisbeth e o porque ela jamais mataria o jornalista e a criminologista, Mikael afirma: Lisbeth despreza homens que odeiam as mulheres. 


E, as revelações do porque ela se sente dessa maneira, temos nesse longa, pois descobrimos que Lisbeth teve um pai abusador, que maltratava sua mãe, a ponto de que quando criança, nossa Hacker teve de fazer justiça com as próprias mãos.

O homem queimou como uma tocha. 

O problema das sérias consequências que pesaram sobre Lisbeth, a tornaram quem é. Ninguém espera que uma criança que pratique tal ato não tenha ao menos um acompanhamento psicológico, mas o que ocorre com a Lisbeth reflete injustiças sociais e machismo. Na verdade, grande parte dos homens retratados no longa demonstram o ódio por mulheres, e até mesmo a justificativa de suas brutais ações baseadas em gênero.

Claro que justiça com as próprias mãos como Lisbeth se propõe a fazer não é correto. Violência com violência jamais é a resposta, e essa foi a tentativa ao alcance de Lisbeth de restabelecer o seu controle pela situação.


Por que assistir? Lisbeth continua maravilhosa nesse longa, e desta vez há um vilão diferente que dominará os acontecimentos dos dois próximos filmes (olha o spoiler 😝). Além de que, é sempre bom ver ela chutando bund***. Se você se interessa por mistérios, e odeia homens que odeiam mulheres, você gostará desse filme.

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