26.1.19

Os Livros & Eu: Florbela Espanca

Oi, oi, oi, como vai você?
Estou muito feliz, essa semana tive um livramento na minha vida!
Sabe aquilo que termina, aquilo que te faz bem quando você se livra? Então!
Eu espero que você tenha tido uma ótima semana e recebido alguma notícia incrível também.
Aproveitando a vibe boa, decidi falar de um assunto que eu amo: LIVROS!
E vou encher de gifs da Bela e a Fera, por que sim!
Hoje vou falar de uma autora que gosto muito: Florbela Espanca.



Tudo bem se você nunca ouviu falar dela, ela não e tão popular assim, mas ela é realmente maravilhosa.
Quando a conheci, me apaixonei e me identifiquei com seus versos, foi amor a primeira poesia. rsrs.


Um pouquinho da bio dela, que tem no Pensador:
Florbela Espanca (1894-1930) foi uma importante poetisa portuguesa. Escreveu poesias e contos, além de ter sido a grande precursora do feminismo em Portugal.
Numa sociedade patriarcal, Florbela foi corajosa e a frente do seu tempo. Foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o curso de Direito da Universidade de Lisboa. Casou e separou diversas vezes, sentindo o preconceito da sociedade.
Sua poesia densa, amarga, triste, erótica e egocêntrica, quase sempre era apresentada em forma de soneto, e principalmente com a temática amorosa. Não fez parte de nenhum movimento literário, embora seu estilo lembrasse muito os poetas românticos. Florbela suicidou-se com o uso de barbitúricos, no dia de seu aniversário, às vésperas da publicação de sua obra-prima “Charneca em Flor”, que só foi publicada em janeiro de 1931. Florbela Espanca morreu em Matozinhos, Portugal, no dia 8 de dezembro de 1930. Em 1949 foi publicado “Cartas de Florbela Espanca”.

Um mulherão da por**!!! Que escreveu maravilhosamente bem, mas como toda mulher, em um mundo machista, sofreu...
Vou deixar algumas das poesias dela, as que eu mais amo, espero que vocês gostem.


Eu ...

Eu sou a que no mundo anda perdida,

Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!



Volúpia
No divino impudor da mocidade, 
Nesse êxtase pagão que vence a sorte, 
Num frêmito vibrante de ansiedade, 
Dou-te o meu corpo prometido à morte! 

A sombra entre a mentira e a verdade... 
A nuvem que arrastou o vento norte... 
- Meu corpo! Trago nele um vinho forte: 
Meus beijos de volúpia e de maldade! 

Trago dálias vermelhas no regaço... 
São os dedos do sol quando te abraço, 
Cravados no teu peito como lanças! 

E do meu corpo os leves arabescos 
Vão-te envolvendo em círculos dantescos 
Felinamente, em voluptuosas danças...


PRINCESA DESALENTO
Minhalma é a Princesa Desalento,
Como um Poeta lhe chamou, um dia.
É magoada, e pálida, e sombria,
Como soluços trágicos do vento!

É fágil como o sonho dum momento;
Soturna como preces de agonia,
Vive do riso duma boca fria:
Minhalma é a Princesa Desalento...

Altas horas da noite ela vagueia...
E ao luar suavíssimo, que anseia,
Põe-se a falar de tanta coisa morta!

O luar ouve minhalma, ajoelhado,
E vai traçar, fantástico e gelado,
A sombra duma cruz à tua porta...


(Belle: Você realmente leu cada um desses lviros?)
(Se ela perguntasse pra mim, seriam menos livros e a resposta seria não AINDA)

 Vou tentar trazer mais autores, livros e coisas legais para quem gosta de ler. Deixe nos comentários sugestões de autores, poetas, livros, filmes ou o que for, adoro conhecer coisas diferentes. 

Espero que tenham uma semana iluminada e incrível,
Beijos de luz e até o próximo post.

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