21.3.19

One Day At A Time: Por que assistir?

E aí, galeris?
Já ouviram falar da série One Day At A Time?
A série é original da Netflix e (infelizmente) recentemente foi cancelada #SaveODAAT (se quiserem salvar ela como fizeram com Brooklyn Nine-Nine eu deixo), mesmo sob essa condição não podemos esquecer o quão significativos foram os discursos usados na série.


Por falar em Brooklyn Nine-Nine, há a participação de Stephanie Beatriz e Melissa Fumero em um dos episódios.


Sinopse: One Day At A Time é uma sitcom baseada na obra de Norman Lear de 1975-1984 de mesmo nome. A série retrata o cotidiano de uma família cubano-americana com cada personagem encontrando sua própria jornada. Seguindo a história de Penelope Alvarez, uma veterana do Corpo de Enfermeiros do Exército dos Estados Unidos, enfrentando seu retorno à vida civil com muitas questões não resolvidas de seu tempo no Exército. Ela trabalha como enfermeira no consultório do Dr. Leslie Berkowitz. Depois que o alcoolismo de seu marido devido a um distúrbio de estresse pós-traumático de seu tempo no Exército chegou, nas palavras de Penelope, "inseguro para estar na casa", ela se separa de Victor, levando as crianças com ela. Com a ajuda de sua mãe cubana, Lydia Riera, ela cria dois filhos: Elena e Alex. Além disso, ainda há o vizinho/dono rico do prédio Schneider, que também é parte da família. 


Trailer:

Porque Assistir?
A série trabalha com temas tanto atuais como importantes, e os traz para debate de maneira simples e didática, além de que, quando algum estereótipo é trazido a tona ou similar, logo ele é desconstruído ou problematizado, reforçando a questão do diálogo.


Elena, uma das personagens da série, se descobre gay ainda na adolescência, trabalhando não apenas com a sua perspectiva, mas também sob o ponto de vista familiar. Geralmente a temática do descobrir-se gay na adolescência não é tão vista em séries.


Um dos pontos explorados com delicadeza pela série, é o estresse pós-traumático de Penelope. Já falei um pouco a respeito em outro post. Sua relação com a doença, e as consequências juntamente com a ansiedade e o uso dos remédios são trabalhados ao longo das temporadas, levantando questionamento sobre aceitar-se dentro dessa nova perspectiva, além do diálogo com a família, já que doenças dentro desse âmbito ainda são tratadas como tabu. 


A série tem grande representatividade feminina, passando facilmente no teste de Bechdel, demonstrando a preocupação com a questão. Além disso, há o encontro de três gerações (Abuelita, Penelope e Elena), o que demonstra diferentes perspectivas de mundo, tanto pela  Abuelita ter sido mandada para os EUA para fugir de um regime opressor; como Penelope ser ex-militar e Elena como jovem gay militante.


Temas como machismo, mansplaining, preconceito contra imigrantes, etc. são explorados e problematizados pela série com bastante humor e leveza. Então, se você achou interessante a proposta e quer saber mais, que tal assistir?


 E, vamos postar nas redes sociais a tag #SabeODAAT, quem sabe a Netflix não volta atrás, não é?



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