26.3.19

Projeto Amor Próprio com @flaviofranklinn

Hey Guys, como estão? 
Mais um post do projeto por aqui, to tão feliz!  

Para quem é novo por aqui e não sabe o projeto é uma forma de trazer um pouco mais sobre autoaceitação, gordofobia e emponderamento aqui para vocês e de um jeitinho todo especial, com histórias reais de pessoais reais. 

Esse cara é incrível, um músico maravilhoso, e uma pessoa apaixonante que vocês precisam conhecer. 
Conheci o Flávio Franklinn pelo Instagram (o dele é @flaviofranklinn) mais quero levar pra vida 

Significado de amor próprio :s.m. sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo.


1 - Como começou o seu processo de aceitação em relação ao seu corpo? 

Com 13 anos de idade percebi que as pessoas não me aceitavam como aceitavam os meus amigos magrinhos e por isso me sentia o garoto mais feio e excluído dos rolês, eu me escondia e sentia vergonha até de falar. Lembro da época em que eu usava várias camisetas pra esconder o meu corpo e até deixei de ir pra alguns lugares por não me sentir seguro. Os anos foram se passando e eu fui entendendo que eu tinha uma vida pra viver e que eu não deveria me oprimir tanto pela opinião dos outros. Foi quando comecei a me cuidar e fui trabalhando a mente para não sentir vergonha de mim mesmo. Na minha adolescência eu não tinha tanto contato com a internet e as palavras gordofobia e autoaceitação nem existiam no meu mundo. Nos anos 2000 nunca tinha ouvido falar nesse tipo de assunto, por isso foi bem difícil pra mim. Digo sem sombra de dúvidas que a minha autoaceitação é diária, todos os dias eu me aceito e esse é um processo contínuo. 

2 - Na sua infância você sofreu algum tipo de bullying por causa do seu peso? Que marcas isso deixou em você? 

Já sofri muito com isso e sempre foi horrível. Já tive vários apelidos, já fui piada, já questionaram se eu consigo ou não ver o meu pênis enfim, nem preciso continuar né!?!? O medo de sofrer bullying me deixava uma pessoa nervosa e arisca e até hoje me vejo mais tímido por conta disso. 

3 - Em relação a sua família, há/ou houve algum tipo de pressão para emagrecer? 

Com 12 anos fui ao nutricionista, que disse pra minha mãe que eu sofria de uma doença seria (obesidade) e que eu não viveria até os 15 anos se não emagrecesse. Isso fez com que eu passasse por um período difícil dentro da minha casa, pois ninguém queria que eu morresse. Nesse frenesi, fui obrigado a ir pra academia e fui proibido de comer o que os outros da minha casa comiam, fiz várias dietas malucas sem contar nos sermões da família. Nossa, sempre doeu muito! 

4 - Você já passou por alguma situação que considera constrangedora por causa do seu peso? 

Poderia citar várias situações mas a pior delas foi quando trabalhei em uma banda onde o produtor não aceitava o fato de terem contratado um backing vocal gordo e negro. Ele tentou com que me demitissem e se referia a mim pelo apelido “Barril de Petróleo”, fui exposto e virei piada. Nem sei onde a gente acha tanta força pra passar por cima dessas situações. 

5 - Já pensou ou tentou medidas extremas para perda de peso? (dietas malucas, remédios, cirurgia, excesso de exercícios...) Isso foi prejudicial a sua saúde? O que te levou a isso? 

Já tentei dieta da sopa, dieta do carboidrato, dieta do açúcar e várias outras que nem me lembro. Graças a Deusa nada disso chegou a prejudicar a minha saúde. Meu sonho era ser magro e fazendo uma autoanalise, hoje percebo que eu só queria ser aceito, pois na época em que eu fazia essas loucuras eu me sentia excluído de tudo. 


6 - Quem mais te apoia neste processo de aceitação? 

Eu tenho amigos incríveis que sempre me enxergaram e que me conhecem mais do que a minha própria família. Tenho também um namorado maravilhoso que está do meu lado sempre, me apoiando e me levantando. Mas todo dia o universo me apresenta pessoas que apoiam a minha forma de pensar e entendem o conceito de vida que eu quero pra mim. 

7 - O que positividade corporal significa para você e como você pratica isso no seu dia-a-dia? 

Um dia todo mundo percebe que o nosso corpo é o nosso maior bem. O nosso corpo é a nossa casa, é a oportunidade que o universo nos deu pra desfrutarmos de cada momento dessa realidade. Amor, felicidade, relacionamentos, diversão e vários outros presentes da vida, que só podem ser sentidos e tocados quando a gente se ama. É importante termos carinho por nós mesmos, pois só assim conseguiremos realizar as mudanças necessárias para o nosso próprio bem. Positividade corporal é pensar em si e no seu corpo com carinho, mesmo que ele saia dos padrões. Sempre que quero ter recaídas, ouço uma música, desabafo com alguém, mudo algo, mas o que não vale e me castigar pelo que eu sou. 

8 - Quais os tipos mais frequentes de gordofobia que você encontra no seu cotidiano? 

Quando não encontro roupas que me sirvam nas lojas, quando os acentos dos ônibus e metrôs não me cabem, quando as pessoas me olham por qualquer movimento que eu faça, quando fazem comentários sem noção em relação ao meu tamanho, quando me colocam apelidos de mau gosto, quando não me sinto representado pela mídia, quando estranhos querem me ajudar a emagrecer, enfim... Acho que a pauta gordofobia ainda vai ser um ponto de muito destaque e muito importante dentro da nossa sociedade pois nós somos invisibilizados e muitas vezes até ridicularizados. 

9 - O que as pessoas podem fazer para apoiar o movimento de aceitação corporal e mudar esses estereótipos e comportamentos enraizados? 

As pessoas precisam se amar e se entender, pois só assim poderão entender as causas do próximo. Pois é respeitando a sim mesmo que se consegue respeitar o outro. 

10 - Se você pudesse mudar uma coisa sobre como as pessoas gordas são vistas pela sociedade, o que seria? 

Nós pessoas gordas não somos doentes. As pessoas precisam entender que qualquer mudança positiva pra nossa saúde vem da nossa autoaceitação, pois uma pessoa que não se ama não se cuida. Respeitem nossas decisões e nossos processos. Não deem opiniões sobre o meu peso sem a devida abertura. 


11 - Há um debate na comunidade de positividade corporal sobre usar a palavra "gordo" para se descrever. Como você usa essa palavra? 

Uma pessoa gorda é uma pessoa, assim como outros milhares de adjetivos. A questão está em como você usa esse adjetivo. A palavra gordo(a) não e pejorativa, é uma característica que precisa ser respeitada, pois se trata de pessoas. 

12 - Qual conselho você daria para quem está começando este processo de aceitação? 

Aceite todos os seus processos, tudo que você passou formou essa pessoa incrível que você é. Estamos em evolução constante e ainda temos muito o que viver e experienciar. A vida não é um mar de rosas, mas com amor próprio, saberá tomar as melhores decisões pra sua felicidade. Estude, se cuide e esteja preparado pois esse mundo é nosso como de qualquer outra pessoa, mas é preciso pulso firme e resistência. Somos fortes!!!



Pensa num cara super incrível e vibe boa, agora multiplica. 
Sério, agradeço a internet por todas as pessoas maravilhosas que conheço, o Franklin é um desses 

Obrigado por participar do Projeto, trazer um pouco da sua historia e compartilhar conosco. 

projeto amor próprio tem como intuito mostrar para os leitores, não leitores e aqueles que caem de paraquedas aqui no Dreamy Fearless que não importa se você é GORDO, MAGRO, NEGRO, BRANCO, ASIÁTICO ou ETC, o que importa é o que você é por dentro, quem você é. 

SOMOS TODOS IGUAIS e a sociedade precisa aprender a 
conviver com isso! 
Vamos começar pela gente e levar essa lição adiante? Conto com vocês.

E pra quem quiser acompanhar a Karol lá no Instagram é so Seguir AQUI 
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