14.5.19

Projeto Amor Próprio com @isabelatargino

Hey Guys, como estão? 
Hoje é dia de Projeto Amor Próprio e eu sempre fico muito feliz quando é esses dias    

Para quem é novo por aqui e não sabe o projeto é uma forma de trazer um pouco mais sobre autoaceitação, gordofobia e emponderamento aqui para vocês e de um jeitinho todo especial, com histórias reais de pessoais reais. 

Esbarrei com a maravilhosa Isa lá no instagram enquanto rolava o feed, de cara me apaixonei pelo amor próprio e a luz dela e claro que eu não poderia deixar de convidar ela pra participar né! 
(no instagram, @isabelatargino)

Significado de amor próprio :s.m. sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo.


1 - Como começou o seu processo de aceitação em relação ao seu corpo?

Acho que começou com a ascensão da Internet e a disseminação da Informação. Eu nunca via pessoas com o corpo igual o meu nas mídias tradicionais, como a tv e revistas. Sou da época que a revista Capricho era moda, eu consumia aquele conteúdo mas nunca me senti representada. Até que com a Internet, comecei a acompanhar meninas como Jéssica Lopes, Ju Romano... E assim fui vendo que tava tudo bem ser eu.

2 - Na sua infância você sofreu algum tipo de bullying por causa do seu peso? Que marcas isso deixou em você? 

Sim, com certeza. Nunca esqueço de um menino na escola, acho que quando eu tinha uns 14 anos, dizendo que ficaria comigo se eu emagrecesse um pouco. Isso dói, né? Principalmente quando você tem 14 anos. Hoje em dia eu levo isso apenas como uma história triste, mas que passou.

3 - Em relação a sua família, há/ou houve algum tipo de pressão para emagrecer? 

Houve, sempre houve, mas principalmente na infância/adolescência. Hoje em dia não existe mais e acho que meus pais (a parte que realmente importa da minha família), entenderam que eu gosto de mim mesma do jeito que sou e tá tudo bem. E se não entenderam, fingem muito bem, e eu acho ótimo. Haha.

4 - Você já passou por alguma situação que considera constrangedora por causa do seu peso? 

Sim, muitas vezes. A pior delas foi quebrar uma daquelas cadeiras de bar por causa do meu peso. De início, me senti mal, mas depois refleti e entendi que essa culpa não é minha. Que eu não tenho que emagrecer pra cadeira me suportar... E sim, que a cadeira deve ser desenvolvida para suportar QUALQUER pessoa.

5 - Já pensou ou tentou medidas extremas para perda de peso? (dietas malucas, remédios, cirurgia, excesso de exercícios...)Isso foi prejudicial a sua saúde? O que te levou a isso? 

Sim. Na minha adolescência, já tomei remédios para emagrecer, com acompanhamento e aval de um médico Endocrinologista. Perdi muito peso na época mas não tive danos a saúde física. Psicológica, sim. A pressão da minha família e da sociedade na época foi o que motivou. Eu era muito nova, ainda não entendia muito sobre meu corpo e porque eu deveria gostar dele.


6 - Quem mais te apoia neste processo de aceitação?

Por mais duro que pareça, eu mesma. Tenho algumas amigas que torcem muito por mim e sou muito grata a isso, mas... Eu, na maior parte do tempo. Porque por mais que as pessoas me apoiem e digam palavras bondosas a respeito do meu corpo, quando eu olho no espelho e quando eu deito a cabeça no travesseiro, sou eu e eu mesma, tendo que lidar com tudo. Então quem me dá mais força, sou eu mesma, mesmo com os altos e baixos.

7 - O que positividade corporal significa para você e como você pratica isso no seu dia-a-dia?

Aceitar o corpo gordo vai muito além de apenas aceitação, pra mim. É sobre meu amor por mim mesma, sobre como eu NÃO devo resumir meu eu a uma estrutura física... Somos todos muito mais que corpos. Somos ser humanos inconstantes e imperfeitos, doutrinados a termos pena de nós mesmos. Já fui muito bitolada em relação a roupa, a não colocar roupa X porque tava marcando, ou não sair com roupa Y porque era curta.... Mas hoje eu, com perdão da palavra, CAGO pra tudo isso. Entendi que seja como for, eu vou nunca vou agradar todo mundo. De qualquer maneira, em qualquer lugar, sempre existirá alguém que acredita que a roupa que estou vestindo ou a minha existência, está ferindo a dele. Só lamento tamanha amargura.

8 - Quais os tipos mais frequentes de gordofobia que você encontra no seu cotidiano?

O fato de eu comer muito certinho incomoda muita gente, INCLUSIVE, as manas do rolê body positive. Eu sou vegetariana estrita a 1 ano e meio, e quando tomei essa decisão, mudei COMPLETAMENTE a minha alimentação. Eu ainda amo tudo que eu amava antes mas hoje em dia meu consumo de determinados alimentos é muito pensado. As pessoas não entendem que o fato de alguém ser gordo não está diretamente ligado a alimentação. Isso é foda.

9 - O que as pessoas podem fazer para apoiar o movimento de aceitação corporal e mudas esses estereótipos e comportamentos enraizados? 

A mudança deve existir prioritariamente, dentro de cada um de nós. Me incluo porque não sou 100% desconstruída e estou em constante evolução. Cuidado com palavras como "gordices", "ô uma baleia", "olha aquela gorda ali", etc. Cuidado com os olhares. Acho que a melhor forma de apoiar é mudando a si mesmo, por tabela você já estará apoiando a causa, de verdade.

10 - Se você pudesse mudar uma coisa sobre como as pessoas gordas são vistas pela sociedade, o que seria?

Esse lance de que gordo só come mal, é acomodado, relaxado.... Eu mudaria isso.


11 - Há um debate na comunidade de positividade corporal sobre usar a palavra "gordo" para se descrever. Como você usa essa palavra? 

Então, eu não costumo usar porque acho meio estranho resumir alguém a seu tipo físico. Fora que ninguém descreve alguém como: "Ah, é aquela magra ali!" e porque deveriam usar "É aquela gorda ali!", sabe? Mas sou gorda, é isso, não tenho medo da palavra. Tenho medo do uso PEJORATIVO dela.

12 - Qual conselho você daria para quem está começando este processo de aceitação? 

Se usa as redes sociais, faça uma limpa, só siga quem te faz bem e te representa de alguma forma. Seja menos cruel, muda o teu olhar, escreve num papel tudo que existe de mais incrível em você e compreenda, que você é isso: incrível. E NADA MENOS.


A Isa tem uma vibe super empoderada né? Mulherão 

Obrigado por participar do Projeto, trazer um pouco da sua historia e compartilhar conosco. 

projeto amor próprio tem como intuito mostrar para os leitores, não leitores e aqueles que caem de paraquedas aqui no Dreamy Fearless que não importa se você é GORDO, MAGRO, NEGRO, BRANCO, ASIÁTICO ou ETC, o que importa é o que você é por dentro, quem você é. 

SOMOS TODOS IGUAIS e a sociedade precisa aprender a 
conviver com isso! 
Vamos começar pela gente e levar essa lição adiante? Conto com vocês.

E pra quem quiser acompanhar a Isa lá no Instagram é só SEGUIR AQUI 

Nós acompanhe também:



Nenhum comentário:

Postar um comentário