21.5.19

The Society - Netflix

Hey Guys, como estão?
Vocês já assistiram a série sensação do momento? Netflix mais uma vez arrasando nas suas produções originais. 
The Society veio para te fazer surtar, chorar, amar e criar várias teorias. 
Vem cá que te conto mais... Let's Go

CONTÉM SPOILERS


Imagine que todos os adultos da sua cidade não estejam mais lá para dar ordens e você e seus amigos possam viver como bem entenderem. Parece um sonho, mas The Society vem para mostrar como isso pode facilmente se tornar um pesadelo. A série de drama e mistério que chegou ao catálogo da Netflix no dia 10 de Maio conta a mudança radical que ocorre na vida dos cerca de 200 jovens adolescentes da cidade de West Ham ao descobrirem que estão sozinhos nela após o estranho desaparecimento de todos os outros moradores.
Até ai parece tudo bem né? Mas, muita coisa está por vir...

A primeira temporada da produção americana tem 10 episódios de aproximadamente 50 minutos cada.

Logo nos primeiros minutos do primeiro episódio, alguns personagens discutem sobre um certo cheiro ruim que voltou a aparecer na cidade. Por conta disso, uma viagem de uma semana às montanhas é organizada para distanciar os adolescentes enquanto isso é resolvido, porém eles nem chegam ao destino. Os ônibus voltam à cidade com a justificativa de que a estrada estava interditada, e eles são deixados de madrugada na praça principal, esperando que seus pais venham buscá-los.

Mas isso não acontece, e pouco a pouco eles vão fazendo mais descobertas estranhas desde que chegaram: o cheiro se foi, seus celulares não conseguem contato com o mundo externo, todas as saídas da cidade estão obstruídas por uma floresta densa e aparentemente infinita e na cidade não há mais ninguém além deles mesmos, assustador não é mesmo?
É aí que começam as teorias sobre o que pode ter acontecido com os adultos, se aquele lugar sequer é a West Ham de onde saíram ou uma cópia, e principalmente como e por que eles estão confinados ali.

Mesmo sem as respostas, eles precisam seguir em frente e organizar sua nova sociedade, que chamam de New Ham. Alguns personagens assumem a liderança e outros declaram oposição, e a partir daí os conflitos são criados, envolvendo mortes, revoltas, prisões e até mesmo golpes de estado.


Um dos pontos altos da série são as temáticas abordadas de forma muito nítida e adequada ao contexto. Assim que uma das protagonistas, Cassandra, toma a liderança e outros se mostram incomodados, a democracia é colocada em debate, e isso se intensifica nos próximos episódios depois de Cassandra ser assassinada e sua irmã Allie assumir seu lugar. O julgamento e a sentença de morte de Dewey e também a chamada das eleições mostram o quão difícil é tomar decisões desse tipo, já que nenhum deles precisou lidar com elas antes.

Embora eles pareçam estar se saindo muito bem na organização da sociedade, com turnos para cozinhar e recolher o lixo, inventário e economia de recursos como suprimentos e energia, além dos comitês para explorar os arredores e investigar o enigma, seis meses depois alguns se mostram insatisfeitos, e críticas são feitas ao governo. Mesmo que Allie esteja tentando fazer o melhor (inclusive é uma personagem que merece toda a atenção já que é uma das que mais cresce na série), inclusive afastando o rapaz que ama para se concentrar nas questões da cidade, o uso da força bruta pela Guarda, a obrigação de trabalhar para receber comida e outras atitudes são questionadas.

The Society já seria muito boa se parasse por aí, mas paralelamente a isso, muitos outros assuntos são colocados em pauta: A solidão e o medo do parto que Becca sente nos últimos meses da gravidez revela uma situação real de muitas mães adolescentes, e destaca a importância do suporte que ela recebe do melhor amigo nesse tempo, que inclusive "abre mão" de se relacionar por causa desse vinculo com a melhor amiga. A depressão de Harry, desenvolvida depois de ter perdido os privilégios da antiga vida e ter que consequentemente trabalhar igual aos outros, e sua relação com a dependência química mostram como isso o torna sensível à manipulação. A forma como a fragilidade social de Elle é explorada por Campbell, que finge ser um rapaz sensível e fofo e depois se revela um namorado abusivo, psicopata até, o que no caso é infelizmente um caso muito comum na vida real.

Esses são exemplos de questões extremamente relevantes sendo retratadas com atenção na tela, além de outras, mostradas um pouco mais por cima, como a aceitação da sexualidade de Grizz e o desabafo de Will sobre sua desestrutura familiar. Além de tudo isso, a série ainda traz representatividade à comunidade surda, com o personagem Sam e o uso da ASL (língua americana de sinais) em diversas cenas, por vários personagens, o que é realmente muito legal. 


Em geral achei a série maravilhosa, me prendeu do inicio ao final, me deixou indignada em algumas momentos, suspirando em outros e até chorosa em outros. 
Criei um apego muito grande pela Allie que como citei lá em cima para mim foi uma das personagens que mais teve crescimento nesses 10 episódios da série.  

Não vejo a hora de uma nova temporada, afinal a série acaba deixando no ar o que pode ter acontecido, de um lado, nós pensamos que eles estão em um mundo paralelo, porém a cena final mostra algo completamente diferente com a aparição de um quadro "In memoriam" com o nome dos personagens da trama, te deixa confuso e com várias pontas soltas para a tão esperada segunda temporada (por favor Netflix, não nós decepcione cancelando a série, obrigado).


✩✩✩✩

E você, já assistiu a série? O que achou da trama? Qual personagem você criou um apego maior? Quais teorias você criou? Nós conta nos comentários!

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