8.6.19

Divagações

Oi, oi, oi, como vai você?
Semana louca, corrida, cheia de coisas e pessoas que a gente queria guardar num potinho (e enterrar) mas vida que segue...
Espero que esteja bem e tudo tranquilo por ai.
Por aqui vou eu divagando e fazendo textos em forma de poema, sem métrica ou rimas ou sentido, porque eu quero, eu posso e eu consigo! hahaha
Nem tá tão ruim, eu acho, lê ai e diz o que achou, seja uma pessoa queria e não acabe com o que resta da minha autoestima, ok? Ok!
(Fotinho antiga, de um workshop que eu fui de penetra, com uma cara de louca divagadora, créditos na foto)

Ela não chora muito
Mas as vezes deságua
Como cascata, como rio
Pior que temporal

Ela é racional
Sempre pensa e pensa muito
As vezes pensa demais
E isso a impede de sonhar

Ela ajuda, corre e socorre
Estende a mão, o braço o que for
Não deixa na mão ou pra depois
Ela faz das tripas coração pelos outros

Ela não pede ajuda
Não sabe como pedir
Não sabe implorar
Ela não sabe limites ou parar

Ela se faz de forte
Luta todo dia
Corre atrás, faz força
Ela as vezes não aguenta mais

Ela é frágil, mas ela mente
Finge ser de ferro e não se ferir
Ela finge ser estatua e não sentir
Ela finge ser de gelo pra não queimar

As vezes ela transborda
As vezes ela chora
No banho ou no silêncio
Sem soluços ou cenas

Ela se mostra forte e guerreira
Mas quanto tempo mais aguenta a barreira?
Quanto tempo vai ficar de pé?
A queda vai ser grande pra ela

Será que alguém vai notar?
Será que vai ter socorro e suporte?
Isso que dá ser sempre forte
Sozinha, ela cai e levanta

Cortando-se nos próprios cacos
Ajuntando seus próprios pedaços
Ela sorri e a alma dela chora
Viva por fora e por dentro quase morta


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