1.6.19

Ser a Causa e o Nada

Oi, oi, oi, como vai você?
Eu estou bem, e essa semana me bateu inspiração, me baixou o Augusto dos Anjos ou o Fernando Pessoa, mentira, nada tão bom assim, mas escrevi algumas divagações legais, e trago uma delas pra vocês hoje:

Ser a Causa e o Nada

(Arquivo pessoal)

Às vezes eu sou uma super heroína
Quero salvar o dia
Mudar o mundo

Sinto como se pudesse derrotar os vilões
Acabar com a maldade
Fazer a diferença

No meu mundinho particular
Eu sinto que sou invencível
Eu me sinto espetacular

Às vezes eu sou a mocinha
Sinto que sou frágil
Preciso ser resgatada

Faltam partes de mim
Eu sou inocente
Como se fosse uma princesa enclausurada

No meu reino de faz de conta
Eu tenho a sorte de uma corte boa
Meu príncipe encantado e reis bondosos

Às vezes eu sou a coadjuvante não notada
Aquela que pode morrer
Ninguém sente falta

Eu sou a amiga estranha
Aquela que não faz nada
Tá ali pra fazer volume

Nesse cenário qualquer
Eu sou a descartável
Tão previsível quanto descartável

Às vezes eu sou a vilã
Odiada e detestada
Nem deveria estar na história

Aquela que estraga a felicidade alheia
Que tá ali mas não devia
E todo mundo comemora quando vai embora

Nesse filme qualquer da vida
Eu sou a causa dos problemas
E sem mim tudo fica bem magicamente

Eu sou forte
Eu sou frágil
Eu sou a causa
Eu sou o nada

Todos os dias um pouco de cada
Em todas as coisas
Todas as minhas versões

Além de ser a escritora
E a minha própria platéia
Eu sou causa e consequência

Minha história, meu mundo
Minhas regas e minhas arbitrariedades
Eu sou a deusa da minha vida


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