17.8.19

Maldade - Conto Autoral

Oi, oi, oi, como vai você?
Espero que esteja muito bem.
Depois de algum tempo, resolvi trazer mais um conto autoral, eu tenho sérios problemas em gostar de matar personagens e fazer histórias de assassinos e morte e suicídios e coisas assim, mas prometo, são só histórias, eu sou normal, juro!
Espero que curtam o texto!!!

(Você gosta de matar! - Série: DEXTER, Showtime)

MALDADE
 Ela tinha um sorriso marcante, sentada sozinha, exibindo aquele sorriso confiante, satisfeito, apreciando seu café, não reparou em ninguém, talvez, ninguém reparasse nela também.
 Perdida em pensamentos, ela repassava na memória todos os momentos do seu dia, desfrutando dos detalhes, junto com o café.
 Começou como um dia normal, acordada pela gritaria dos vizinhos, o melhor despertador de todos os tempos, eficiente e pontual:
 -Vamos menino, sai dessa cama, você tem aula, desce dai menina, você vai cair e morrer sua pestiada, Lúcia, pega sua irmã aqui e ajuda ela trocar de roupa, seus merdinhas inúteis, vocês vão se atrasar, andem logo.
 A gritaria sempre a acordava e já não a incomodava mais, alias, era divertido, ver gente tão bagunçada quanto ela mesma. Ela se vestiu e se maquiou, simples como sempre, mas tinha algo provocante, provavelmente era algo mais de seu jeito, sua atitude do que suas roupas, mas ainda assim, parecia algo que ela vestia. Parou para comprar um café e um sonho na padaria da esquina como sempre fazia, comia no carro, enquanto passava por aquele transito horrível. Mantinha o dia todo uma simpatia ensaiada, a pontual eficiência  que a fazia terminar todo o serviço cedo, deixando um bom tempo livre, para ler, pesquisar e encontrar, conhecer e cativar suas vítimas.
 Hoje era o dia de terminar mais um dos seus trabalhos extras, a vítima tinha que ser escolhida e preparada, mas só faltavam detalhes, em sua mente, estava tudo pronto, era a pessoa certa, o momento certo, ela precisava daquilo, com urgência, era uma necessidade vital, não poderia esperar nem mais um dia, estava prestes a enlouquecer.
 O dia acabou,amanhã seria sua folga, estava frio, ela amava o frio, tudo perfeito para aquela noite especial, saiu do trabalho, foi pra academia, tomou uma ducha e foi encontra-la, Alice, tão meia e desesperada, lá estava ela, esperando, como planejado, era um lugar isolado, do outro lado da cidade, ela estava sentada no banco daquela praça escura, esperando ansiosa por um anjo, sem imaginar que na verdade era um demônio que viria, um demônio que a observada do carro, cuidando o movimento dos seus cabelos soltos por cima dos ombros, que balançavam com o vento, o casaco vermelho, mal iluminado pela pouca luz do local.
 Depois de alguns minutos observado sua presa, ela desceu do carro e foi encontra-la,  um jeans batido, um casaco escuro, os saltos, os cabelos presos simetricamente, elas se olharam, elas sorriam, um sorriso sincero.
 -Cris, você veio, estou tão feliz. Disse a doce Alice sorrindo, suas ultimas palavras.
 Mal as palavras saíram de seus lábios, os braços abertos para o abraço, tentaram afastar-se dela, mas a lâmina fria havia cortado sua pele, e a cada pulsar desesperado de seu coração seu sangue jorrava, sentindo o sangue em suas mãos, Cristina sorria, deitava o corpo na calçada e observava o sangue manchar a calçada, acendeu um cigarro e sentou-se, desfrutando o espetáculo, vendo o desespero nos olhos, o medo, a morte. Lavou as mãos na fonte da praça, jogou as botas e o calçado no porta malas, trocou de roupa no carro e foi tomar um café, antes de voltar para casa.
 Um sorriso marcante, sentada sozinha, exibindo aquele sorriso confiante, satisfeito, apreciando seu café, não reparou em ninguém, talvez, ninguém reparasse nela também. Egoísta demais, pensava apenas em si.


Se ame muito, seja seu grande amor!!! 
Beba água várias vezes ao dia, fique hidratada! 
Destrua o patriarcado, mande quem enche o saco a merda e seja muito feliz!
Até o próximo post! Beijos de luz, boa semana!


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