8.10.19

Projeto amor próprio com @prips.martins

Hey Guys, como estão? 
Sempre que é dia de projeto por aqui eu fico radiante, mesmo depois de um longo tempo sem aparecer por aqui com ele, eu sempre ando a busca de mais pessoas inspiradoras que possam nós ajudar nós mostrando sua historia de superação.

Para quem é novo por aqui e não sabe o projeto é uma forma de trazer um pouco mais sobre autoaceitação, gordofobia e emponderamento aqui para vocês e de um jeitinho todo especial, com histórias reais de pessoais reais. 

A maravilhosa de hoje é a Priscila Martins (no instagram @prips.martins) que eu conheci lá na #gordofobianãoépiada que inclusive é uma tag que merece MESMO ser vista, é maravilhosa. 
Essa maravilhosa é estudante de psicologia, então vocês já podem imaginar que delicia foi esse papo 

Significado de amor próprio :s.m. sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo.


1 - Como começou o seu processo de aceitação em relação ao seu corpo?
 Aos 14 anos conheci o termo “feminismo” e fui ler mais sobre. Entendi que não tinha nada de mais em ser gorda e que a sociedade que estava impondo essa pressão sobre mim. Entendi que ser gorda e me amar, além de fortalecer minha saúde mental, seria um ato político! 

 2 - Na sua infância você sofreu algum tipo de bullying por causa do seu peso? Que marcas isso deixou em você?
 Sim, nas aulas de educação física havia a pesagem e sempre que eu ia me pesar diziam que eu quebraria a balança. Isso causou muito sofrimento na minha infância, eu chorava diariamente. Somente na adolescência consegui curar essas feridas. 

 3 - Em relação a sua família, há/ou houve algum tipo de pressão para emagrecer?
 Havia. Mas depois que entenderam que seria em vão, e que eu tinha me empoderado enquanto mulher gorda, esses comentários pararam.

4 - Você já passou por alguma situação que considera constrangedora por causa do seu peso? 
Mesmo sendo gorda menor muitas vezes não caibo em cadeiras ou tenho dificuldades em encontrar roupas. 

5 - Já pensou ou tentou medidas extremas para perda de peso? (dietas malucas, remédios, cirurgia, excesso de exercícios...) Isso foi prejudicial a sua saúde? O que te levou a isso? 
Tomei sibutramina (remédio faixa preta, inibidor de apetite) por pressão de uma médica. Afetou demais minha saúde mental trazendo depressão e pensamentos suicidas.


6 - Quem mais te apoia neste processo de aceitação? 
Busco meu apoio em outras mulheres na internet e além disso, meu companheiro me apoia muito. 

7 - O que positividade corporal significa para você e como você pratica isso no seu dia-a-dia? 
Significa saúde mental, paz de espírito, política e libertação! Pratico isso ajudando outras mulheres a se aceitarem e usando a roupa que quero usar independente do que vão pensar. 

8 - Quais os tipos mais frequentes de gordofobia que você encontra no seu cotidiano? 
Olhares com repulsa quando uso a barriga de fora, pessoas que alegam estar preocupados com minha saúde e médicos gordofóbicos.

9 - O que as pessoas podem fazer para apoiar o movimento de aceitação corporal e mudas esses estereótipos e comportamentos enraizados? 
Acho que o primeiro passo é se aceitar, consequentemente iremos aceitar os outros e não nos importar com o peso ou estilo dos demais. 

10 - Se você pudesse mudar uma coisa sobre como as pessoas gordas são vistas pela sociedade, o que seria? 
Que não são doentes e nem fracassados por não atenderem ao padrão magro da sociedade.


11 - Há um debate na comunidade de positividade corporal sobre usar a palavra "gordo" para se descrever. Como você usa essa palavra? 
Eu me considero GORDA. Nem cheinha, nem gordelícia, nem gordinha. Eu sou uma mulher gorda! 

12 - Qual conselho você daria para quem está começando este processo de aceitação? 
Que comece aceitando parte por parte. Por exemplo, após aceitar sua barriga você começa analisar com carinho suas estrias, depois celulites, etc.. aos poucos nos amamos como um todo! 



Amor próprio é conquistado todos os dias, e essa maravilhosa deixou bem claro isso "Que comece aceitando parte por parte.". Amamos a sua participação, obrigado de coração. 

projeto amor próprio tem como intuito mostrar para os leitores, não leitores e aqueles que caem de paraquedas aqui no Dreamy Fearless que não importa se você é GORDO, MAGRO, NEGRO, BRANCO, ASIÁTICO ou ETC, o que importa é o que você é por dentro, quem você é. 

SOMOS TODOS IGUAIS e a sociedade precisa aprender a 
conviver com isso! 
Vamos começar pela gente e levar essa lição adiante? Conto com vocês.

E pra quem quiser acompanhar a Priscila lá no Instagram e se encantar com todo esse amor, todo esse carinho por sí mesmo é só Seguir AQUI

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