26.11.19

Projeto Amor Próprio com @esthefanieduchini

Hey Guys, como estão? 
Eu amo o instagram, haha é sério. 
99% das meninas que eu já entrevistei para este projeto são de lá e eu não me canso de conhecer essas pessoas lindas, com historias tão duras mais com tanto amor para dar.

Se você é novo aqui e não sabe do que eu to falando, pois bem, vou te explicar um pouquinho sobre o Projeto Amor Próprio, é uma forma de trazer um pouco mais sobre autoaceitação, gordofobia e emponderamento aqui para vocês e de um jeitinho todo especial, com histórias reais de pessoais reais. 

Como vocês leram lá em cima, a maravilhosa de hoje é um presentinho do instagram pra mim, a linda Esthefanie (no instagram @esthefanieduchini) é modelo e digital influencer. Vem cá conferir esse papo delicioso que rolou 

Significado de amor próprio :s.m. sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo.

1 - Como começou o seu processo de aceitação em relação ao seu corpo? 
Foi tudo muito doido, eu venho tentando a muito tempo, mas sempre caia e voltava ao início, comecei ouvindo podcats e trabalhando a imagem que via sobre mim.
Certa vez ouvi um podcast que uma mulher falava sobre ela não ter um braço e ter que lidar com a autoestima, preconceito e as dificuldades da vida por não ter aquele braço, aquilo me deu um estalo. “Eu tenho dois braços e estou reclamando deles por serem grandes? E por que eu deveria me preocupar e passar calor pelo que os outros vão pensar?" Comecei a me questionar e refletir sobre o que eu estava fazendo com minha vida.

2 - Na sua infância você sofreu algum tipo de bullying por causa do seu peso? Que marcas isso deixou em você? 
Nossa, várias, infelizmente eu sofri um bullying violento, apanhava, já levei tapa na cara, uns absurdos. Algumas coisas me marcaram e levei para a vida, certa vez me zoaram por usar óculos, eu usava desde os 8 anos, e nisso parei de usar, deveria usar uns 2 graus na época, quando percebi estava muito cega e usando 4 graus. Penso que, se eu tivesse usado conforme deveria, hoje não estaria tão agravado. Atualmente uso 6 graus.
Entre outras situações, como,xingamentos, ofensas, humilhações. 
A palavra gorda me causava dores terríveis.

3 - Em relação a sua família, há/ou houve algum tipo de pressão para emagrecer? 
A minha vida inteira e até hoje, meu pai não aceite de jeito nenhum, ele já chegou a fazer absurdos comigo. Me xingar, dizia que, se eu não emagrecesse só arranjaria como parceiro/marido ex presidiários, lixeiros (como se isso fosse tão horrível) 
Meu Vô certa vez, perguntei se ele entraria comigo em meu casamento e ele respondeu “se você emagrecer, sim” Foi bizarro.

4 - Você já passou por alguma situação que considera constrangedora por causa do seu peso? 
Quebrar cadeira, tive um emprego em que meu chefe me chamou de gorda na frente dos clientes. 
Roupas não servirem e a atendente debochar.
Perguntarem se eu estava grávida, entre outras gordofobias comuns 

5 - Já pensou ou tentou medidas extremas para perda de peso? (dietas malucas, remédios, cirurgia, excesso de exercícios...) Isso foi prejudicial a sua saúde? O que te levou a isso? 
Certa vez eu injetei hormônio da gravidez e comia 500gramas de comida por dia! 
Cirurgia era meu sonho né! Já tentei vomitar e graças a Deus eu nunca conseguia. Ficar dia sem comer nada, remédios com certeza, vários, chás, meu Deus! 
E sempre voltava a estaca zero por compulsão alimentar 


6 - Quem mais te apoia neste processo de aceitação? 
Meu marido e amigos.

7 - O que positividade corporal significa para você e como você pratica isso no seu dia-a-dia? 
Significa uma liberdade que nunca tive na vida, e também plenitude.
Lembro de ir a lugares ou não ir por vergonha e um turbilhão de vozes na minha cabeça me dizia o quanto eu era horrível, como eu passava vergonha e hoje quando eu escuto uma voz tentando falar, já mando ela calar a boca.
Acho q é um exercício todos o dias, tento não me cobrar, não me olhar com ódio, não ficar próximo assuntos como dieta, ou amizades que não me favorece em nada!

8 - Quais os tipos mais frequentes de gordofobia que você encontra no seu cotidiano? 
Comentários, cadeiras que não me cabem, roleta no ônibus, olhares com nojo ou pena.
Lojas com roupas que dizem ter tamanho grande e tem até XG.

9 - O que as pessoas podem fazer para apoiar o movimento de aceitação corporal e mudas esses estereótipos e comportamentos enraizados? 
Primeiro de tudo e cada um cuidar da sua vida e não dar pitaco, se tem uma coisa que eu aprendi é 
A frase “eu faço/falo isso porque eu te amo” é uma mentira, quem ama não faz isso, você só não aceita a pessoa por vergonha social!
Então tratar pessoas gordas como doentes, com nojo, com desdém não te agrega em nada, é só cuidar da sua vida Amadah!
Tem uma frase que eu ouvi certa vez que dizia, antes de fazer qualquer comentário reflita na ação que ela terá, vai machucar? Vai favorecer? Apenas reflita antes de falar o que não deve.

10 - Se você pudesse mudar uma coisa sobre como as pessoas gordas são vistas pela sociedade, o que seria? 
Que somos tratados como doentes, assim como gordos podem sim ser doentes, os magros também.
Mas magreza é sinal de saúde e beleza, e ser gorda é estar doente.


11 - Há um debate na comunidade de positividade corporal sobre usar a palavra "gordo" para se descrever. Como você usa essa palavra? 
É só um adjetivo, nada mais que isso, da mesma forma que me falam “você é ruiva”.

12 - Qual conselho você daria para quem está começando este processo de aceitação? 
Um passo de cada vez SEMPRE, não se cobre, e veja isso como uma libertação. 
Então tenha paciência, autocuidado e amor próprio é libertador, tenha carinho por si e não deixe que ninguém influencie nas suas escolhas.
É sua vida, é sua dor, mas também será sua liberdade e conquista.



Que amor próprio é conquistado todos os dias a gente já sabe (ou devia saber) mais essa linda deixou isso ainda mais claro né "UM PASSO DE CADA VEZ" e assim vamos nos empoderando e nós amando. 

projeto amor próprio tem como intuito mostrar para os leitores, não leitores e aqueles que caem de paraquedas aqui no Dreamy Fearless que não importa se você é GORDO, MAGRO, NEGRO, BRANCO, ASIÁTICO ou ETC, o que importa é o que você é por dentro, quem você é. 

SOMOS TODOS IGUAIS e a sociedade precisa aprender a 
conviver com isso! 
Vamos começar pela gente e levar essa lição adiante? Conto com vocês.

Obrigado sua maravilhosa por participar do projeto e que tu continue levando amor ao mundo! 

E pra quem quiser acompanhar a Esthefanie lá no Instagram e se apaixonar por esse mulherão lindo é só Seguir AQUI

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